VARIG: talvez "céu aberto" na próxima segunda-feir

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jambock
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VARIG: talvez "céu aberto" na próxima segunda-feir

Mensagem por jambock »

Meus prezados:
Céu aberto para a Varig
Valor mínimo de venda da parte doméstica será de US$ 700 milhões
Com a última rodada de reuniões informais com credores encerrada ontem, está tudo pronto para que a chamada proposta de consenso para a Varig seja aprovada na assembléia desta segunda-feira. Se isso ocorrer, estará desenhado o modelo para salvar o grupo da falência.
O plano, elaborado pela consultoria Alvarez&Marsal, prevê a divisão da companhia em duas empresas: uma doméstica, a ser leiloada a um preço mínimo de cerca de US$ 700 milhões, e uma internacional, que permanecerá em recuperação judicial.
Ontem, a VarigLog confirmou a desistência de comprar a Varig, restando agora, além da proposta de consenso, mais duas ofertas pela aérea - a dos Trabalhadores do Grupo Varig (TGV) e a do consultor Jaime Toscano. Contudo, as duas têm escassas chances de serem escolhidas (veja quadro).
Nos últimos dias, o plano da Alvarez&Marsal foi bem recebido por credores das três classes e só enfrenta resistências entre os representantes do TGV.
- Tudo leva crer que a proposta de consenso vai passar - disse uma fonte que acompanha as negociações.
O diretor no Brasil da Alvarez&Marsal, Marcelo Gomes, informou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) se pronunciará na terça-feira, caso a proposta seja aprovada, sobre como funcionará o empréstimo de US$ 100 milhões que a instituição fará para garantir o funcionamento da Varig durante os 60 dias até a realização do leilão da parte doméstica.
- O importante é que o modelo proposto abre espaço para que tanto a Varig Internacional, quanto a Varig Doméstica, possam crescer. A reação dos credores foi extremamente positiva - disse Gomes.
O executivo explicou que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pré-qualificou 27 empresas aéreas nacionais para participarem do leilão. Dez grupos, entre companhias aéreas e fundos de investimentos, já buscaram informações no BNDES sobre a venda da Varig Doméstica. Grupos internacionais poderão participar do leilão desde que dentro do limite de 20% de participação no capital.
A proposta
Ao dividir a Varig em uma parte doméstica e outra internacional a empresa se capitaliza. Veja como:
> Para ajudar a Varig a se manter durante os 60 dias entre a assembléia de segunda-feira e o leilão de venda, o BNDES concederá um empréstimo-ponte (feito para um intermediador financeiro, que repassará à Varig) de US$ 100 milhões. Depois da venda da parte doméstica, esse valor volta para o banco.
> Investidores terão de pagar pelo menos US$ 700 milhões pela parte doméstica (sem dívidas). Parte desse valor (pelo menos US$ 600 milhões) vai para ajudar a parte internacional, que seguirá em recuperação judicial e com a dívida de R$ 8,4 bilhões.
> A parte internacional seguirá credora dos R$ 4,5 bilhões que o governo deve à Varig, e credores devem alongar prazos de dívidas, para facilitar a recuperação. Além disso, podem converter suas dívidas em participação no controle da empresa.
Por que o plano deve ser aprovado?
Porque os credores das classes dois (Aerus) e três (estatais e empresas de leasing) já teriam fechado com a proposta. Entre os credores da classe 1 (trabalhadores) ainda há divisão, mas, mesmo assim, o plano de consenso deve ganhar por maioria simples, pois apenas o grupo dos Trabalhadores do Grupo Varig (TGV) resiste à idéia. As duas outras propostas, do próprio TGV e do consultor Jaime Toscano, não tem trânsito entre os credores como o plano da Alvarez&Marsal.
fonte: jornal "Zero Hora" 6 mai 2006
Um abraço e até mais...
Cláudio Severino da Silva
jambock@brturbo.com.br
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