Comur apóia Aeroporto Internacional
Enviado: Seg Abr 17, 2006 13:35
Comur apóia Aeroporto Internacional
Eduardo Schiavoni
A CIDADE
O apoio da sociedade civil, solicitado pelo prefeito Welson Gasparini (PSDB) para que Ribeirão Preto seja sede do aeroporto internacional de cargas começa a aparecer. O Comur (Conselho Municipal de Urbanismo) definiu, na última quarta, posição favorável à ampliação e internacionalização do Aeroporto Leite Lopes.
A decisão chega em um momento crucial, onde diversas cidades da região começam uma disputa política para tirar o empreendimento de Ribeirão.
“Tiramos a posição em reunião ordinária, onde o plenário aprovou uma noção de apoio, com ajustes, ao EIA-Rima (Estudo de Impacto Ambiental). É a grande oportunidade da cidade de ter um desenvolvimento sustentável, do ponto de vista social, inclusive melhorando a questão das favelas. É um absurdo essa situação, não podemos abrir mão de um investimento desse para região tão carente”, declara Marcos Spínola de Castro, secretário do Comur.
Ainda segundo ele, o EIA-Rima prevê “soluções corretas” para a questão das favelas, “das áreas verdes ocupadas irregularmente e mecanismos para desapropriação das casas por preço justo”, mas precisa de “melhorarias na questão arbórea e na destinação dos resíduos poluentes”.
Audiência
O dia D para os planos de Ribeirão com relação ao aeroporto internacional será 24 de abril, quando uma audiência pública reunirá o Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente) e lideranças da sociedade civil, além da administração pública, para definir se o aeroporto internacional fica ou não na cidade. Também nessa data o Conselho deve emitir sua opinião sobre o EIA-Rima e o estudo dos impactos econômico e social da internacionalização do Leite Lopes.
Ainda assim, porém, o assunto não deve ser esgotado na audiência. “Independente do que seja definido, o Consema deve analisar novamente todos os aspectos estudados, mas a posição do município será importante na decisão”, afirma Álvaro Cardoso Júnior, diretor regional do Daesp (Departamento de Aviação Civil de São Paulo).
Sociedade civil é favorável à internacionalização
Além do Comur, outras entidades civis e governamentais demonstram claro apoio ao projeto de internacionalização do aeroporto Leite Lopes. E o número deve aumentar ainda mais nos próximos dias.
Entre as entidades es órgãos governamentais estão a ACIRP (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto), a Aeaarp (Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto), a Câmara Municipal, o Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo) e o Governo Estadual, além de associações de bairro que já demonstraram apoio à medida.
Para o Daesp, Ribeirão é a cidade ideal para o empreendimento. “Ribeirão é o foco, o Daesp sempre imaginou a cidade como sede e a intenção é oferecer, no médio prazo, além do terminal de cargas, um terminal internacional de passageiros”, afirma Álvaro Cardoso Júnior, diretor regional do Departamento.
Já para a ACIRP, o aeroporto é fundamental para a expansão do comércio regional. “Ribeirão é a sede de uma região muito forte comercialmente, e o aeroporto virá reforçar isso. Não podemos, de forma alguma, perder essa oportunidade de crescimento”, afirma Francisco Pinghera, presidente da entidade.
Embora tenha demorado a entrar com vigor na briga, o prefeito Welson Gasparini pretende que a sociedade de Ribeirão una-se ainda mais para lutar pelo aeroporto. “É um assunto sério, e não pode ficar sem definição, até porque gera situações de disputa. Ribeirão tem que vestir por inteiro a camisa da briga pelo aeroporto como outras cidades estão fazendo”, disse Gasparini.
Região quer aeroporto
Na esteira da indefinição envolvendo a instalação de seu aeroporto internacional, Ribeirão enfrenta, entretanto, um grave problema: a demora para o início das obras, causada, em parte, pela hesitação dos órgãos municipais em apontar claramente critérios para a instalação e para a desapropriação das casas do Jardim Aeroporto, vem atiçando a cobiça das cidades da região, interessadas em sediar a obra. O secretário municipal do Planejamento e Gestão Ambiental, Wilson Laguna, considera que Ribeirão já esteve muito próxima de perder, em duas oportunidades, o aeródromo. “No ano passado pensei, em duas oportunidades, que Araraquara tinha conseguido tirar o aeroporto de nós. Eles estão tentando com muita força”, informa.
Fora os investimentos para a implantação, a expectativa é que, em um prazo de quatro anos, o terminal internacional gere cerca de R$ 134 milhões em comércio e serviços. Além de Araraquara, Sertãozinho, Jardinópolis e Dumont - todas apontadas como possibilidade se Ribeirão tiver problemas - já demonstraram publicamente interesse no aeroporto.
Eduardo Schiavoni
A CIDADE
O apoio da sociedade civil, solicitado pelo prefeito Welson Gasparini (PSDB) para que Ribeirão Preto seja sede do aeroporto internacional de cargas começa a aparecer. O Comur (Conselho Municipal de Urbanismo) definiu, na última quarta, posição favorável à ampliação e internacionalização do Aeroporto Leite Lopes.
A decisão chega em um momento crucial, onde diversas cidades da região começam uma disputa política para tirar o empreendimento de Ribeirão.
“Tiramos a posição em reunião ordinária, onde o plenário aprovou uma noção de apoio, com ajustes, ao EIA-Rima (Estudo de Impacto Ambiental). É a grande oportunidade da cidade de ter um desenvolvimento sustentável, do ponto de vista social, inclusive melhorando a questão das favelas. É um absurdo essa situação, não podemos abrir mão de um investimento desse para região tão carente”, declara Marcos Spínola de Castro, secretário do Comur.
Ainda segundo ele, o EIA-Rima prevê “soluções corretas” para a questão das favelas, “das áreas verdes ocupadas irregularmente e mecanismos para desapropriação das casas por preço justo”, mas precisa de “melhorarias na questão arbórea e na destinação dos resíduos poluentes”.
Audiência
O dia D para os planos de Ribeirão com relação ao aeroporto internacional será 24 de abril, quando uma audiência pública reunirá o Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente) e lideranças da sociedade civil, além da administração pública, para definir se o aeroporto internacional fica ou não na cidade. Também nessa data o Conselho deve emitir sua opinião sobre o EIA-Rima e o estudo dos impactos econômico e social da internacionalização do Leite Lopes.
Ainda assim, porém, o assunto não deve ser esgotado na audiência. “Independente do que seja definido, o Consema deve analisar novamente todos os aspectos estudados, mas a posição do município será importante na decisão”, afirma Álvaro Cardoso Júnior, diretor regional do Daesp (Departamento de Aviação Civil de São Paulo).
Sociedade civil é favorável à internacionalização
Além do Comur, outras entidades civis e governamentais demonstram claro apoio ao projeto de internacionalização do aeroporto Leite Lopes. E o número deve aumentar ainda mais nos próximos dias.
Entre as entidades es órgãos governamentais estão a ACIRP (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto), a Aeaarp (Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto), a Câmara Municipal, o Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo) e o Governo Estadual, além de associações de bairro que já demonstraram apoio à medida.
Para o Daesp, Ribeirão é a cidade ideal para o empreendimento. “Ribeirão é o foco, o Daesp sempre imaginou a cidade como sede e a intenção é oferecer, no médio prazo, além do terminal de cargas, um terminal internacional de passageiros”, afirma Álvaro Cardoso Júnior, diretor regional do Departamento.
Já para a ACIRP, o aeroporto é fundamental para a expansão do comércio regional. “Ribeirão é a sede de uma região muito forte comercialmente, e o aeroporto virá reforçar isso. Não podemos, de forma alguma, perder essa oportunidade de crescimento”, afirma Francisco Pinghera, presidente da entidade.
Embora tenha demorado a entrar com vigor na briga, o prefeito Welson Gasparini pretende que a sociedade de Ribeirão una-se ainda mais para lutar pelo aeroporto. “É um assunto sério, e não pode ficar sem definição, até porque gera situações de disputa. Ribeirão tem que vestir por inteiro a camisa da briga pelo aeroporto como outras cidades estão fazendo”, disse Gasparini.
Região quer aeroporto
Na esteira da indefinição envolvendo a instalação de seu aeroporto internacional, Ribeirão enfrenta, entretanto, um grave problema: a demora para o início das obras, causada, em parte, pela hesitação dos órgãos municipais em apontar claramente critérios para a instalação e para a desapropriação das casas do Jardim Aeroporto, vem atiçando a cobiça das cidades da região, interessadas em sediar a obra. O secretário municipal do Planejamento e Gestão Ambiental, Wilson Laguna, considera que Ribeirão já esteve muito próxima de perder, em duas oportunidades, o aeródromo. “No ano passado pensei, em duas oportunidades, que Araraquara tinha conseguido tirar o aeroporto de nós. Eles estão tentando com muita força”, informa.
Fora os investimentos para a implantação, a expectativa é que, em um prazo de quatro anos, o terminal internacional gere cerca de R$ 134 milhões em comércio e serviços. Além de Araraquara, Sertãozinho, Jardinópolis e Dumont - todas apontadas como possibilidade se Ribeirão tiver problemas - já demonstraram publicamente interesse no aeroporto.