Comur apóia Aeroporto Internacional
Eduardo Schiavoni
A CIDADE
O apoio da sociedade civil, solicitado pelo prefeito Welson Gasparini (PSDB) para que Ribeirão Preto seja sede do aeroporto internacional de cargas começa a aparecer. O Comur (Conselho Municipal de Urbanismo) definiu, na última quarta, posição favorável à ampliação e internacionalização do Aeroporto Leite Lopes.
A decisão chega em um momento crucial, onde diversas cidades da região começam uma disputa política para tirar o empreendimento de Ribeirão.
“Tiramos a posição em reunião ordinária, onde o plenário aprovou uma noção de apoio, com ajustes, ao EIA-Rima (Estudo de Impacto Ambiental). É a grande oportunidade da cidade de ter um desenvolvimento sustentável, do ponto de vista social, inclusive melhorando a questão das favelas. É um absurdo essa situação, não podemos abrir mão de um investimento desse para região tão carente”, declara Marcos Spínola de Castro, secretário do Comur.
Ainda segundo ele, o EIA-Rima prevê “soluções corretas” para a questão das favelas, “das áreas verdes ocupadas irregularmente e mecanismos para desapropriação das casas por preço justo”, mas precisa de “melhorarias na questão arbórea e na destinação dos resíduos poluentes”.
Audiência
O dia D para os planos de Ribeirão com relação ao aeroporto internacional será 24 de abril, quando uma audiência pública reunirá o Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente) e lideranças da sociedade civil, além da administração pública, para definir se o aeroporto internacional fica ou não na cidade. Também nessa data o Conselho deve emitir sua opinião sobre o EIA-Rima e o estudo dos impactos econômico e social da internacionalização do Leite Lopes.
Ainda assim, porém, o assunto não deve ser esgotado na audiência. “Independente do que seja definido, o Consema deve analisar novamente todos os aspectos estudados, mas a posição do município será importante na decisão”, afirma Álvaro Cardoso Júnior, diretor regional do Daesp (Departamento de Aviação Civil de São Paulo).
Sociedade civil é favorável à internacionalização
Além do Comur, outras entidades civis e governamentais demonstram claro apoio ao projeto de internacionalização do aeroporto Leite Lopes. E o número deve aumentar ainda mais nos próximos dias.
Entre as entidades es órgãos governamentais estão a ACIRP (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto), a Aeaarp (Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto), a Câmara Municipal, o Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo) e o Governo Estadual, além de associações de bairro que já demonstraram apoio à medida.
Para o Daesp, Ribeirão é a cidade ideal para o empreendimento. “Ribeirão é o foco, o Daesp sempre imaginou a cidade como sede e a intenção é oferecer, no médio prazo, além do terminal de cargas, um terminal internacional de passageiros”, afirma Álvaro Cardoso Júnior, diretor regional do Departamento.
Já para a ACIRP, o aeroporto é fundamental para a expansão do comércio regional. “Ribeirão é a sede de uma região muito forte comercialmente, e o aeroporto virá reforçar isso. Não podemos, de forma alguma, perder essa oportunidade de crescimento”, afirma Francisco Pinghera, presidente da entidade.
Embora tenha demorado a entrar com vigor na briga, o prefeito Welson Gasparini pretende que a sociedade de Ribeirão una-se ainda mais para lutar pelo aeroporto. “É um assunto sério, e não pode ficar sem definição, até porque gera situações de disputa. Ribeirão tem que vestir por inteiro a camisa da briga pelo aeroporto como outras cidades estão fazendo”, disse Gasparini.
Região quer aeroporto
Na esteira da indefinição envolvendo a instalação de seu aeroporto internacional, Ribeirão enfrenta, entretanto, um grave problema: a demora para o início das obras, causada, em parte, pela hesitação dos órgãos municipais em apontar claramente critérios para a instalação e para a desapropriação das casas do Jardim Aeroporto, vem atiçando a cobiça das cidades da região, interessadas em sediar a obra. O secretário municipal do Planejamento e Gestão Ambiental, Wilson Laguna, considera que Ribeirão já esteve muito próxima de perder, em duas oportunidades, o aeródromo. “No ano passado pensei, em duas oportunidades, que Araraquara tinha conseguido tirar o aeroporto de nós. Eles estão tentando com muita força”, informa.
Fora os investimentos para a implantação, a expectativa é que, em um prazo de quatro anos, o terminal internacional gere cerca de R$ 134 milhões em comércio e serviços. Além de Araraquara, Sertãozinho, Jardinópolis e Dumont - todas apontadas como possibilidade se Ribeirão tiver problemas - já demonstraram publicamente interesse no aeroporto.
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- Marcelo Areias
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Marcelo Areias
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Creio que o melhor seja ampliar o Leite Lopes. Ou no máximo estabelecer o investimento em Araraquara. Construir um aeroporto de cargas fora de onde já há uma operação de passageiros estabelecida não sei se seria adequado. A região tem potencial, mas ficar pulverizando demais a demanda talvez não seja bom pra nenhuma das cidades porque no final das contas não será rentável pra ninguém uma operação em cada um dos aeroportos, tornando essa visão individualista um problema pra toda a região.
Abraço
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