Zona da Mata à espera do aeroporto regional
Estado de Minas - 10/04/2005
A expectativa da secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) é de que o Aeroporto Regional da Zona da Mata esteja pronto para operar com vôos noturnos ainda no segundo semestre. As obras, iniciadas em 2001, serão retomadas no fim do mês. O Estado e a União vão liberar R$ 3,4 milhões para conclusão. Embora a prioridade seja o transporte de cargas e a indústria aeroespacial, o término da segunda fase das obras pode proporcionar grande impulso na aviação regional de passageiros.
“Ele tem uma faceta para operar em vôos de passageiros nas categorias internacional, doméstica e regional”, conta o gerente de aeroportos da Setop, Júlio César Diniz Oliveira. Pelo menos 13 empresas áreas manifestaram interesse de atuar no aeroporto, sendo que cinco são especializadas no transporte de passageiros (Ocean Air, Total, Varig, Gol e Continental Air Lines).
Os vôos comerciais no Aeroporto Francisco de Assis (JFA) de Juiz de Fora, conhecido como Serrinha, estão com os dias contados. A proposta de desativar essa modalidade de operação e transferi-la para o aeroporto regional é do DAC. Não bastasse a proximidade com áreas residenciais e as condições climáticas e geográficas pouco favoráveis, como o apelido Serrinha sugere, os passageiros têm mais um motivo para preocupação.
Em fevereiro, o próprio Ministério da Defesa alertou as autoridades juiz-foranas para a presença constante de urubus sobre o aterro sanitário, instalado a apenas quatro quilômetros da cabeceira. O JFA, inaugurado em 1958, passará, segundo Júlio César, apenas por aeronaves do aeroclube, aviação executiva e ambulâncias aéreas. Atualmente, somente a companhia Pantanal atua no Serrinha, com quatro vôos diários de ida e volta para São Paulo.
O engenheiro Walter Moura faz o vôo regional de Uberlândia para Belo Horizonte uma vez por mês. A passagem de ida e volta sai por R$ 350. A viagem de avião dura 50 minutos. De carro, 6 horas, em média. “Como venho a trabalho, ganho tempo com o avião. De carro, é praticamente um dia para vir e outro para voltar”, diz Moura. A passagem é paga pela empresa em que ele trabalha.
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