Este trecho abaixo foi retirado de uma reportagem da Folha de S. Paulo, onde observa-se segundo a própria pesquisa encomendada pela GOL, a mudança de "segmento alvo", no início das operações, que era o transporte aéreo para todos, agora redirecionado para o mercado corporativo.
" Uma pesquisa da Gol, segundo o executivo, aponta que, em 2002, 4% dos passageiros da companhia aérea viajaram pela primeira vez de avião. O percentual subiu para 10% em 2004.
Entretanto, outra pesquisa da aérea, realizada na baixa temporada com 3.000 passageiros, mostra um movimento de usuários com maior poder aquisitivo ganhando mais participação.
De acordo com esses números, em 2002, 28% deles tinham renda superior a R$ 5.000. O percentual subiu para 39% em 2004. A escolaridade também subiu, segundo as pesquisas. Em 2004, 70% dos passageiros possuíam curso superior, ante 56% em 2002.
Em contrapartida, na faixa de R$ 1.000 a R$ 3.000, a participação caiu de 31% para 25% na mesma comparação. No caso de passageiros cuja renda é até R$ 1.000, houve uma queda de 12% para 7%. Quem não possui renda representava 10% dos passageiros da empresa, hoje são 5%.
Gargioni atribui a mudança à rápida penetração da companhia aérea no mercado corporativo.
No primeiro semestre de 2002, a Gol tinha uma participação de 1,21% nas passagens corporativas vendidas no mercado doméstico, mostram dados do Favecc (Fórum das Agências de Viagens Especializadas em Contas Comerciais). No mesmo período de 2004, teve 13,03%.
No caso da TAM -que já liderava o mercado corporativo em 2002 (cerca de 46%) e que, portanto, não enfrentou uma mudança maior nesse sentido- a participação das classes A e B passou de 90%, há três anos, para 85%. Barreto lembra que pode haver alguma alteração nesses números neste ano, já que a aérea incorporou boa parte dos passageiros da Vasp, que parou de operar.
A Varig informou que não tem nenhuma pesquisa sobre o perfil de seus passageiros em vôos com tarifas tradicionais.
A tarifa mais baixa atrai com força as classes C e D em promoções-relâmpago, como os vôos corujões -cujas tarifas são muito mais baixas- ou em companhias charter, como a BRA."
Nem tanto low cost - low fare !
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