Terça, 2 de maio de 2006, 22h00 Atualizada às 22h51
Destroços de avião desaparecido são encontrados no Mar Negro
Destroços do avião das Linhas Aéreas Armênias que desapareceu na madrugada desta quarta-feira foram encontrados no Mar Negro, a cerca de 6 km do litoral russo, informou o ministério russo de Situações de Emergência.
O Airbus 320, com cerca de 100 passageiros a bordo, fazia a rota entre Erevan, capital da Armênia, e a cidade de Sotchi, no sul da Rússia. O contato foi perdido quando o Airbus se preparava para pousar.
Segundo a agência de notícias Interfax, o corpo de uma mulher foi encontrado pelos socorristas no mar.
A agência de notícias RIA informou que o Ministério de Emergências enviou um avião anfíbio para o local do acidente e que os fragmentos da aeronave eram visíveis na superfície do mar.
O avião transportava pelo menos cinco crianças, e que as más condições de tempo complicavam a busca por sobreviventes.
Redação Terra
A320 com 100 pax cai no Mar Negro
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Bruno Orofino
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A320 com 100 pax cai no Mar Negro
Bruno Guimarães Orofino
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Notícia do UOL:
03/05/2006 - 04h38
Mau tempo é a causa mais provável da queda de Airbus armênio
Publicidade
da Efe, em Moscou
A brusca mudança nas condições meteorológicas está sendo apontada como a causa mais provável para a queda do Airbus A-320 da Armavia (Linhas Aéreas da Armênia), que não deixou sobreviventes entre as 113 pessoas, entre elas, seis crianças, que estavam a bordo.
O avião, procedente de Yerevan, caiu no mar, na madrugada desta quarta-feira (noite de terça no Brasil), a menos de 6 km de Adler, o aeroporto do balneário russo de Sochi, seu ponto de destino. A tripulação realizava uma segunda tentativa de aterrissagem de emergência.
Problemas técnicos
Fontes russas haviam sugerido, em princípio, que o aparelho podia ter caído por causa de problemas técnicos, que teriam levado à segunda tentativa de pouso de emergência.
"No aparelho havia problemas técnicos, pois os pilotos repetiam a tentativa de aterrissagem de emergência quando o avião caiu ao mar", disse um porta-voz do Ministério de Emergências da Rússia à agência russa "Itar-Tass". O órgão se encarrega dos trabalhos de resgate na zona da catástrofe.
O avião caiu no Mar Negro num ângulo de 60 graus. Seus destroços estão a uma profundidade de aproximadamente 300 metros, a cerca de 5 km do litoral, disse o Ministério.
Condições ideais
No entanto, pouco depois a versão foi desmentida pela Armavia. "O avião estava em condições técnicas ideais e era pilotado por uma tripulação experiente", disse o subdiretor da companhia aérea, Andrei Agadzhan à agência oficial russa "Itar-Tass".
O chefe do Serviço de Navegação Aérea da Rússia, Alexander Neradko, confirmou que "não há dados" que possam sugerir problemas técnicos ou de outro tipo a bordo do Airbus.
"O piloto realizava a manobra de aproximação quando bruscamente houve uma alteração nas condições meteorológicas. Por isso, ele optou por uma nova tentativa. Depois o avião desapareceu dos radares", disse Neradko à agência russa "Interfax".
As autoridades descartaram a possibilidade de um atentado terrorista. Uma fonte policial citada pela "Itar-Tass" informou que ninguém viu nem ouviu explosões na área do acidente.
A grande mancha de óleo e combustível no local da queda não pegou fogo, o que também confirma que o avião caiu intacto, acrescentou a fonte.
O chefe dos serviços russos de resgate, general Serguei Kudinov, disse que, aparentemente, a bordo do A-320 ninguém esperava a tragédia.
"Os corpos resgatados não estavam com coletes salva-vidas, o que permite imaginar que a queda foi totalmente inesperada", disse ele à "Interfax".
Rastreamento
Apesar da forte chuva, que limita a visibilidade a cerca de 120 metros, 20 navios rastreiam o local do acidente, em meio a uma enorme mancha de óleo, partes da bagagem e salva-vidas.
Um avião Iliushin Il-76 saiu de Moscou em direção a Adler, com equipes de resgate complementares. Sete mergulhadores especializados em trabalhos a grandes profundidades vão tentar recuperar as caixas-pretas do aparelho, que registraram todos os detalhes do último vôo.
Um navio com um batiscafo automático a bordo saiu do porto de Guelendzhik, cerca de 170 km ao norte de Adler, e também se encaminhou ao local para ajudar nas buscas.
Uma comissão de representantes da companhia aérea e do Departamento Geral de Aviação Civil do governo da Armênia deverá ir a Sochi, num vôo especial, acompanhando as famílias das vítimas.
Vítimas
Entre os desaparecidos está Viacheslav Yarálov, ex-diretor-geral da companhia, que iria assistir ao enterro de sua sogra, em Sochi.
Um serviço de assistência psicológica está atendendo aos parentes de vítimas que já chegaram a Adler.
Segundo o Ministério de Relações Exteriores da Rússia, a bordo do aparelho viajavam 26 cidadãos russos. Os demais passageiros poderiam ser armênios.
"De acordo com os dados preliminares, todos os passageiros e tripulantes do avião morreram", disse Víctor Beltsov, porta-voz do Ministério de Emergências da Rússia.
03/05/2006 - 04h38
Mau tempo é a causa mais provável da queda de Airbus armênio
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da Efe, em Moscou
A brusca mudança nas condições meteorológicas está sendo apontada como a causa mais provável para a queda do Airbus A-320 da Armavia (Linhas Aéreas da Armênia), que não deixou sobreviventes entre as 113 pessoas, entre elas, seis crianças, que estavam a bordo.
O avião, procedente de Yerevan, caiu no mar, na madrugada desta quarta-feira (noite de terça no Brasil), a menos de 6 km de Adler, o aeroporto do balneário russo de Sochi, seu ponto de destino. A tripulação realizava uma segunda tentativa de aterrissagem de emergência.
Problemas técnicos
Fontes russas haviam sugerido, em princípio, que o aparelho podia ter caído por causa de problemas técnicos, que teriam levado à segunda tentativa de pouso de emergência.
"No aparelho havia problemas técnicos, pois os pilotos repetiam a tentativa de aterrissagem de emergência quando o avião caiu ao mar", disse um porta-voz do Ministério de Emergências da Rússia à agência russa "Itar-Tass". O órgão se encarrega dos trabalhos de resgate na zona da catástrofe.
O avião caiu no Mar Negro num ângulo de 60 graus. Seus destroços estão a uma profundidade de aproximadamente 300 metros, a cerca de 5 km do litoral, disse o Ministério.
Condições ideais
No entanto, pouco depois a versão foi desmentida pela Armavia. "O avião estava em condições técnicas ideais e era pilotado por uma tripulação experiente", disse o subdiretor da companhia aérea, Andrei Agadzhan à agência oficial russa "Itar-Tass".
O chefe do Serviço de Navegação Aérea da Rússia, Alexander Neradko, confirmou que "não há dados" que possam sugerir problemas técnicos ou de outro tipo a bordo do Airbus.
"O piloto realizava a manobra de aproximação quando bruscamente houve uma alteração nas condições meteorológicas. Por isso, ele optou por uma nova tentativa. Depois o avião desapareceu dos radares", disse Neradko à agência russa "Interfax".
As autoridades descartaram a possibilidade de um atentado terrorista. Uma fonte policial citada pela "Itar-Tass" informou que ninguém viu nem ouviu explosões na área do acidente.
A grande mancha de óleo e combustível no local da queda não pegou fogo, o que também confirma que o avião caiu intacto, acrescentou a fonte.
O chefe dos serviços russos de resgate, general Serguei Kudinov, disse que, aparentemente, a bordo do A-320 ninguém esperava a tragédia.
"Os corpos resgatados não estavam com coletes salva-vidas, o que permite imaginar que a queda foi totalmente inesperada", disse ele à "Interfax".
Rastreamento
Apesar da forte chuva, que limita a visibilidade a cerca de 120 metros, 20 navios rastreiam o local do acidente, em meio a uma enorme mancha de óleo, partes da bagagem e salva-vidas.
Um avião Iliushin Il-76 saiu de Moscou em direção a Adler, com equipes de resgate complementares. Sete mergulhadores especializados em trabalhos a grandes profundidades vão tentar recuperar as caixas-pretas do aparelho, que registraram todos os detalhes do último vôo.
Um navio com um batiscafo automático a bordo saiu do porto de Guelendzhik, cerca de 170 km ao norte de Adler, e também se encaminhou ao local para ajudar nas buscas.
Uma comissão de representantes da companhia aérea e do Departamento Geral de Aviação Civil do governo da Armênia deverá ir a Sochi, num vôo especial, acompanhando as famílias das vítimas.
Vítimas
Entre os desaparecidos está Viacheslav Yarálov, ex-diretor-geral da companhia, que iria assistir ao enterro de sua sogra, em Sochi.
Um serviço de assistência psicológica está atendendo aos parentes de vítimas que já chegaram a Adler.
Segundo o Ministério de Relações Exteriores da Rússia, a bordo do aparelho viajavam 26 cidadãos russos. Os demais passageiros poderiam ser armênios.
"De acordo com os dados preliminares, todos os passageiros e tripulantes do avião morreram", disse Víctor Beltsov, porta-voz do Ministério de Emergências da Rússia.
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