VARIG:transferências ações FRB pª FIP e propostas de compra

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jambock
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VARIG:transferências ações FRB pª FIP e propostas de compra

Mensagem por jambock »

Meus prezados:
Menos um entrave para a Varig
Justiça acelera plano de recuperação ao definir critério de preço na transferência de ações da Fundação Ruben Berta para fundo de investimento e torna a companhia mais atrativa ao mercado
Pelo menos um entrave na atração de investidores para a Varig foi removido.
Às vésperas da assembléia que avalia amanhã as ofertas de compra da companhia, o juiz da 8º Vara Empresarial do Rio, Luiz Roberto Ayoub, determinou que as ações da Fundação Ruben Berta na Varig, Rio Sul e Nordeste sejam transferidas para o Fundo de Investimento e Participação (FIP-Controle) pelo valor de mercado.
Na prática, significa que o tão esperado novo modelo de administração da empresa, sem a fundação no controle, será antecipado.
- Se fôssemos seguir o caminho natural, a avaliação das ações demoraria pelo menos 45 dias. Com essa decisão, o juiz estabeleceu um critério objetivo de preços, abreviando a transferência e a futura injeção de recursos na companhia - informou, ontem, por telefone, Fábio Carvalho, advogado da Castro, Barros, Sobral, Gomes Advogados, escritório que trabalha em conjunto com a Alvarez & Marsal, encarregado do plano de recuperação.
Conforme o advogado, o valor de mercado corresponderá à média da cotação das ações da Varig na Bolsa de Valores nos 30 dias anteriores à constituição do FIP.
Afastada pela Justiça do controle direto da Varig no fim de 2005, a fundação detém 87,5% do capital votante da companhia. Porém, no FIP, a expectativa é de que essa participação seja de no máximo 5%. A transferência das ações depende de aprovação na assembléia de amanhã. Se isso ocorrer, o fundo será constituído e abrirá cotas, em leilões, aos credores e investidores.
O advogado diz que, se a proposta do governo de venda isolada da parte doméstica da companhia foi aprovada terça-feira, a captação de investidores para o FIP-Controle poderá ocorrer 60 dias após o leilão da Varig nacional.
- Essa estratégia ampliaria a atratividade, porque, no leilão, a Varig internacional receberá caixa para a reestruturação e maximizar o valor de ambas as partes - salienta.
Caso o Plano B do governo seja vetado, a abertura de leilão do FIP-Controle se torna mais urgente para capitalizar a empresa. Estima-se no mercado, de que seria necessário arrecadar em leilões cerca US$ 2,6 bilhões - US$ 600 milhões na parte internacional (com o passivo) e outros US$ 2 bi, na nacional.
O modelo FIP deve passar ainda pelo crivo do procurador do Ministério Público de Fundações do Rio Grande do Sul, Antônio Carlos de Avelar Bastos, que já disse não ver problemas na transferência.
Por que é importante
A tão esperada mudança no modelo de gestão da Varig pelo mercado e pelos credores significa não só o fim do controle da Fundação Ruben Berta como também um sinal para o mercado de que a empresa fez o dever de casa em termos de governança. A conseqüência seria o aumento da atratividade de investidores.
Com a transferência das ações da Fundação Ruben Berta para o Fundo de Investimento e Participação (FIP-Controle), a fundação, que detém atualmente um capital votante de 87,5%, passaria a ter uma participação de no máximo 5%.
Com a nova governança, credores e investidores poderão ter cotas na Varig por meio de leilões.
O russo que também quer a empresa
O magnata russo Boris Berezovski, um dos investidores do Corinthians, estuda um plano para salvar a Varig. O russo, que, segundo a Agência Estado, do grupo do jornal O Estado de S.Paulo, é procurado na Suíça, na França e em seu próprio país por lavagem de dinheiro -, admitiu em entrevista que está avaliando o caso da empresa brasileira.
Apesar de ser procurado pela Interpol a pedido do governo russo, Berezovski admitiu no fim de semana que permaneceu por duas semanas no Brasil.
- Acabo de regressar hoje (sábado) mesmo do Brasil, onde encontrei pessoas extremamente interessantes e estudadas - afirmou.
O russo vive exilado em Londres com o aval do governo britânico. Mas cada vez que se desloca a outro país seus passos são seguidos de perto pelo governo russo. Quanto à sua chegada ao Brasil, Berezovski não deu explicações sobre como teria obtido o visto de entrada.
- O Brasil é um país cheio de oportunidades de negócios. Uma delas é a Varig e estou estudando a situação da empresa para tomar uma decisão - afirmou Berezovski.
O magnata garante que, apesar de ter estado no Brasil, não tratou de temas relacionados ao Corinthians.
- Fui apenas tratar de outros negócios - explicou.
Pilotos criticam cisão apoiada por governo
Em contagem regressiva para a assembléia que ocorre amanhã, os autores das propostas que serão apresentadas aos credores da Varig trabalham duro no feriado de hoje.
O plano que deverá se apresentado pela Alvarez & Marsal, formatado com a aprovação do governo federal, chegou a ser apontado como a luz no fim do túnel. No entanto, representantes dos trabalhadores já se manifestaram contrários à idéia de dividir a Varig em duas empresas, uma nacional e outra internacional.
- É mais uma tentativa de entregar a Varig à TAM ou à Gol, e, se for assim, preferimos morrer lutando - disse ontem o presidente da Associação de Pilotos da Varig (Apvar), Rodrigo Marocco.
Ainda hoje, os representantes dos trabalhadores deverão se reunir com a Alvarez & Marsal para conhecer os detalhes da proposta. A posição contrária, disse Marocco, decorre do fato de que, se a Gol ou a TAM adquirem a parte nacional, dificilmente irão direcionar os passageiros para uma empresa concorrente, no caso, a metade internacional resultante da cisão. A associação é favorável à proposta da TGV (veja quadro), criticada por prever o uso de recursos do Aerus para dar fôlego à Varig.
No fim de semana, três grupos manifestaram interesse em participar do leilão da operação nacional da Varig, caso a proposta de cisão da em duas seja aprovada pela assembléia de acionistas, segundo Marcelo Gomes, diretor da consultoria Alvarez & Marsal, responsável pela reestruturação da Varig.
Varig dividida atrai três consórcios
Estão sendo montados consórcios pela ASM Asset Management, por um grande banco nacional de investimentos e por um fundo californiano, que não foram detalhados.
A operação aprovada pelo governo é vista com preocupação pelo consultor Marcelo Ribeiro, que teme a concentração do setor:
- É preciso ter, no mínimo, três companhias operando - afirmou.
Segundo a consultoria Delloite, que vai conduzir a assembléia, serão analisadas as propostas protocoladas. Deverão ser avaliados quatro projetos, mas o juiz da 8ª Vara Empresarial, Luiz Roberto Ayoub, pode encaminhar outros até minutos antes da reunião. Com as inclusões, os credores podem pedir mais prazo para optar e a adiar a decisão.
Tabuleiro
As regras da assembléia:
A Varig tem cerca de 22 mil credores, entre os quais 19 mil trabalhadores, divididos em três classes:
Classe 1 - credores trabalhistas
Classe 2 - credores com garantia real (principal: Aerus)
Classe 3 - credores sem garantias (principais: empresas de leasing, Infraero e BR Distribuidora)
Como se instala a assembléia:
Em primeira convocação, precisa da presença de credores titulares de mais da metade dos créditos de cada classe (computados pelo valor) e, em segunda convocação (em 8 de maio), com qualquer número, desde que as três classes estejam representadas.
Como a proposta é aprovada?
Para modificar o Plano de Recuperação, é preciso maioria simples do total de créditos presentes, independentemente da classe. Para aprovar propostas que prevêem a reestruturação, é necessário a aprovação de duas classes pelo menos, sendo que, nas classes 2 e 3, é preciso haver maioria simples dos créditos (considerando-as separadamente). Na classe 1, é preciso maioria simples por cabeça.
As propostas:
Alvarez & Marsal
É a proposta que tem apoio do governo federal. Prevê a divisão da Varig em duas empresas, uma doméstica sadia e outra internacional com as dívidas, com financiamento de até 50% da venda pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco ainda fará um empréstimo-ponte de US$ 100 milhões para a companhia aérea agüentar 60 dias, até o leilão.
Com a realização do leilão, no prazo estimado de 60 dias, o dinheiro volta para o BNDES. No caso de um investidor se apresentar e funcionar como um intermediário do recebimento dos recursos da antecipação, o valor antecipado equivalerá a um percentual do preço mínimo da venda - que ainda será definido.
Os consórcios interessados em participar do leilão terão de incluir uma empresa aérea. O operador pode ser nacional ou internacional, dentro do limite da lei (até 20% do negócio). Isso abre o espaço para a entrada da Gol e da TAM.
VarigLog
Controlada pelo fundo MatlinPatterson, a VarigLog pagaria US$ 400 milhões pela companhia. A Varig seria dividida: uma parte operacional, que ficaria com a VarigLog, e outra que herdaria as dívidas. Seriam aplicados R$ 630 milhões para capitalizar a empresa. A parte "ruim" da Varig receberia R$ 110 milhões para pagar dívidas trabalhistas. Seis mil pessoas seriam demitidas.
Trabalhadores do Grupo Varig (TGV)
O plano, que reúne as associações de empregados da companhia e sindicatos do setor aéreo, prevê a divisão da companhia em duas, com uma empresa saudável, a Varig Operacional, corte de pessoal e uso dos recursos do Aerus e da redução de salários dos trabalhadores.
Jaime Toscano
O consultor ofereceu US$ 1,889 bilhão para comprar a Varig, a Rio Sul e a Nordeste. A garantia seria a emissão de debêntures (títulos de crédito) conversíveis em ações e ativos. A proposta prevê a injeção imediata de US$ 500 milhões e a expansão da empresa.
fonte: jornal "Zero Hora" 1º mai 2006
UFA!
Um abraço e até mais...
Cláudio Severino da Silva
jambock@brturbo.com.br
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