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Infraero aceita negociar com a Varig pagamento de tarifas
Agência Estado
17:51 26/04, atualizada às 18:50 26/04
O presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, admitiu hoje, após participar de audiência pública na Câmara, que a empresa aceita negociar com a Varig o pagamento diário das tarifas aeroportuárias para poder operar seus vôos. Ele confirmou que ainda nesta quarta-feira a estatal encaminha à Varig a notificação comunicando que ela deve retomar imediatamente o pagamento diário das tarifas.
* Parlamentares e representantes da Varig devem pedir apoio a Lula para tirar a empresa da crise.
Segundo o presidente da Infraero, a forma como o pagamento diário das tarifas poderia ser negociado está associada ao número de vôos que a empresa realiza por dia. Atualmente, a Varig deve recolher à Infraero R$ 900 mil diariamente. De acordo com Pereira, se a companhia aérea diminuir sua malha, também reduzirá esses valores. "Se ela não pode pagar 900 (mil reais), será que pode pagar 500 ou 90? Isso pode ser negociado, mas eu preciso de um respaldo jurídico forte para poder fazer essa negociação", afirmou.
O brigadeiro admitiu que "talvez tenha sido um pouco forçada" a expressão "à beira do precipício" usada por ele ontem, durante audiência no Senado, para classificar a situação da Infraero de não cobrar diariamente da Varig as tarifas devidas.
"Mas, toda a empresa tem o seu precipício, cada um de nós tem o seu precipício e o segredo da vida é ficar longe desse precipício. A expressão usada por mim pode ter sido forçada, mas que há um precipício há sim, não pode ser negada a sua existência", disse ele hoje, após ser questionado sobre a reclamação de um deputado nesta manhã sobre a utilização da frase sobre a situação da Varig.
José Carlos Pereira comparou a companhia em crise a um carro em direção a um precipício. "É necessário parar a ida da empresa para esse precipício, mas primeiro tem que parar, deter a marcha e depois tentar voltar para se afastar dele", completou.
Ele afirmou que a Infraero está disposta a ajudar a empresa aérea, mas dentro daquilo que a legislação brasileira permite e que não coloque a direção da estatal em situação irregular com o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público. O TCU, em auditoria realizada em 2004, alertou que a Infraero não estava exercendo corretamente suas funções ao não cobrar as tarifas devidas.
Um abraço e até mais...
Cláudio Severino da Silva
jambock@brturbo.com.br
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