Reino Unido alerta viajantes para a situação da Varig

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Marcelo Areias
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Reino Unido alerta viajantes para a situação da Varig

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Reino Unido alerta viajantes para a situação da Varig
Agência Estado

O governo britânico sugere que os viajantes "estudem opções alternativas" à empresa



SÃO PAULO - O governo do Reino Unido, em recomendações publicadas na internet para britânicos que pretendem viajar ao Brasil, alerta para as "sérias dificuldades financeiras" da companhia aérea Varig, e chama atenção para o fato de que o governo brasileiro já anunciou que não pretende socorrê-la. O governo britânico sugere que os viajantes "estudem opções alternativas" à empresa.

O relatório sobre o Brasil também chama a atenção para a situação da violência no País e, mesmo reconhecendo que "a maioria das visitas ao Brasil ocorrem sem problemas", sugere que o viajante se mantenha atento, principalmente ao sair à noite, e evite se envolver com o consumo ou tráfico de drogas.
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Varig opera normalmente em Londres, garante gerente

Mensagem por Marcelo Areias »

Varig opera normalmente em Londres, garante gerente
Agência Estado

Segundo Mário Bruni, os vôos de Londres para o Brasil estão registrando nesta semana uma taxa de ocupação de cerca de 90%
Joao Caminoto




LONDRES - O gerente da Varig no Reino Unido, Mário Bruni, garantiu nesta quinta-feira que as operações da companhia aérea brasileira em Londres não foram afetadas por causa de sua crise financeira. "Não está ocorrendo nenhum problema no nosso trabalho", disse à Agência Estado. "Não temos registrado um volume de cancelamentos de vôos pelos passageiros acima do rotineiro."

Ele admitiu, no entanto, que as incertezas em relação ao futuro da empresa geram apreensão entre os clientes "Diante da especulação alarmista da imprensa sobre o futuro da Varig e a presença de uma enorme comunidade brasileira vivendo aqui no Reino Unido, há pessoas que ficam mais inseguras, mas nossos funcionários e os agentes de viagem estão conseguindo tranqüilizá-los demonstrando que a empresa opera normalmente", disse.


Taxa positiva
Segundo Bruni, os vôos da Varig de Londres para o Brasil estão registrando nesta semana uma taxa de ocupação de cerca de 90%, um nível considerado por ele muito positivo.

Bruni observou que a suspensão durante abril do vôo aos domingos de Londres para São Paulo e, às segundas-feiras, na rota inversa, já havia sido programada desde o início de março devido ao calendário de manutenção das aeronaves da empresa e as recentes limitações em sua frota. "Em maio esse vôo será restabelecido, como estava programado", afirmou.


Transporte
A Varig transporta, em média, cerca de 90 mil passageiros por ano de Londres para o Brasil. Segundo Bruni, o faturamento anual da empresa no Reino Unido onde conta com cerca de trinta funcionários é de cerca de US$ 100 milhões.

Ele disse também que a crise não está afetando o programa de milhagem Smiles. "A troca de milhas do Smiles por passagens em outras empresas aéreas da Star Alliance está ocorrendo normalmente", disse.
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Reino Unido sugere evitar voar de Varig

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Reino Unido sugere evitar voar de Varig
FÁBIO VICTOR
da Folha de S.Paulo, em Londres

O governo britânico começou a alertar seus cidadãos para a crise da Varig, ao sugerir que os turistas que pretendem visitar o Brasil devem buscar outras opções de companhias aéreas.

O FCO (Foreign & Commonwealth Office), equivalente ao Ministério das Relações Exteriores brasileiro, acrescentou, na semana passada, na seção de sua página na internet dedicada a recomendações a viajantes, um tópico específico sobre a Varig --dando erroneamente a entender que se trata da única empresa aérea brasileira.

"A companhia aérea brasileira, Varig, está em sérias dificuldades financeiras. Vários vôos, internacionais e domésticos, foram cancelados ou atrasaram nas últimas semanas. A Varig é uma empresa privada, e o governo brasileiro disse que não irá socorrê-la; há, portanto, um risco iminente de falência. Você deve levar isso em conta quando for fazer uma reserva aérea e considerar opções alternativas", afirma o texto publicado pelo FCO.

A direção da Varig em Londres se revoltou com o fato. O gerente-geral da empresa para o Reino Unido, Irlanda e Oriente Médio, Mario Bruni, enviou um e-mail ao FCO em que se queixou da publicação. Na mensagem, pede que o órgão revise o alerta e coloque um novo texto no seu site.

"O que eles fizeram não existe. Eles estão se baseando em quê? Teve algum dado oficial? Não teve. É especulação", disse Bruni.

Segundo ele, o alerta não interferiu no movimento de clientes. "Não houve nenhum cancelamento de reserva. Apenas uma agência e um passageiro que ia viajar nos ligaram para saber como estava a situação."

O gerente relatou que a operação da rota entre Londres e o Brasil (sete vôos por semana) está normal. O cancelamento de quatro vôos neste mês foi causado, diz, por motivos de manutenção e avisado com antecedência aos passageiros.

Na avaliação de Bruni, há uma cobertura equivocada da imprensa em relação à crise da aérea, que não contempla os motivos reais do problema (causados, afirma, por administrações anteriores) e superdimensiona os seus efeitos.

"A batalha está grande contra os jornais, principalmente. Porque os jornais estão falando um monte de coisas que não são verdadeiras. Disseram que a Varig ia parar na quinta-feira [da semana retrasada], e não parou; depois, que iria parar na segunda, e não parou. E assim vai indo. Quem tem de falar se a Varig vai parar é a Varig", declarou Bruni.
Na semana passada, a crise da Varig se intensificou com a liquidação do Aerus, fundo de pensão dos funcionários da companhia.

Em outra decisão, a Justiça do Trabalho do Rio autorizou o arresto (embargo) dos bens e direitos da Varig, a fim de "blindar" o patrimônio da empresa em caso de falência.
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