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Por: Professor Eugenio Hackbart Março, 08-03-2015


A MetSul Meteorologia adverte que um ciclone de características atípicas para a climatologia regional deve atuar na costa do Sul do Brasil ao longo desta semana, trazendo riscos tanto na zona marítima como no continente. Uma vez formado, este ciclone será batizado como Cari (“homem branco” na língua tupi-guarani), o próximo nome constante da lista oficial da Meteorologia da Marinha do Brasil para a designação de ciclones anômalos após a tempestade subtropical Bapo de fevereiro. Este ciclone tende a ser maior e mais intenso que Bapo, oferecendo maiores riscos à área continental. Deve ser o quarto sistema atípico a ser nominado junto à costa brasileira desde 2010 e o segundo somente neste ano, o que é muito incomum.

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A esmagadora maioria das simulações computadorizadas segue projetando que o centro do ciclone se manterá sobre o oceano, em média entre cerca de 200 e 400 quilômetros da faixa costeira, conforme o modelo analisado. O sistema deve surgir entre os litorais de São Paulo e do Paraná, depois progredindo para Sul à medida que se intensifica. Algumas simulações computadorizadas que são rodadas no Brasil, casos dos modelos regionais Cosmos e ETA, entretanto, chegam a aproximar muito o centro do ciclone das costas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina ao longo desta semana, o que reforça a já enfatizada necessidade de muita atenção deste fenômeno. Já o seu deslocamento será ainda muito lento e errático. Foi o que seu viu no evento de janeiro de 2009 no Nordeste do Uruguai e no Sul do Rio Grande do Sul, episódio de ciclone subtropical sem nome que trouxe chuva extrema com danos e ao menos 8 mortes no Sul do Estado. Caso o sistema seja tropical, o lento deslocamento sobre as águas mais quentes abrirá margem para intensificação, o que seria o pior cenário.

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Há razoável consenso também entre os modelos analisados quanto à pressão mínima central deste centro de baixa pressão e que, conforme a maioria deles, ficaria entre 1000 hPa e 1005 hPa. Chama atenção, contudo, o indicativo que se observou em algumas das saídas do pacote de modelagem numérica de um ciclone concêntrico, assim simétrico. Neste caso, por experiência, sabe-se que a pressão mínima central do sistema é inferior ao que está sendo projetada, sinalizando um ciclone mais intenso. Foi o que se viu durante o episódio de 2004, quando se desenhava um sistema simétrico e os modelos indicavam valores de pressão no centro acima de 990 hPa, quando esta era de 970 hPa. Os dados estão a apontar ainda tendência de convecção moderada/profunda ao redor do centro da baixa, e que pode acusar maior intensificação do sistema.

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Os indicativos são de um sistema subtropical, mas ressalva-se a possibilidade de que em parte da vida deste ciclone ele apresenta características puramente tropicais. Modelagem numérica do Met Office projeta que o ciclone na costa do Sul do Brasil seria tempestade tropical (estágio anterior a de furacão em um ciclone tropical com vento sustentado entre 63 km/h e 118 km/h). De acordo com a projeção do modelo do Met Office da Inglaterra, a tempestade seria fraca no final da terça-feira (10) na costa, na altura de Laguna, porém passaria a ter intensidade moderada na manhã de quarta (11), também sobre o oceano, mas já na altura de Arroio do Sal. Na manhã de quinta, seguiria moderada, também em alto-mar, mais ao Sul, na altura de Rio Grande, mas deve começar a perder força por conta das águas mais frias na região da Correntes das Malvinas.

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A MetSul Meteorologia mantém o indicativo dos riscos provocados por chuva associados a este sistema. A influência da depressão atmosférica trará risco de chuva forte a intensa em São Paulo e no Leste de Santa Catarina e do Paraná agora neste começo de semana. O aumento da umidade já favorece pancadas de chuva no Nordeste gaúcho nesta segunda-feira, não se descartando instabilidade também na área de Porto Alegre. Entre terça e quarta, pode chover forte a intensamente em pontos do Sul de Santa Catarina e do Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Os acumulados podem ser significativos e com altos volumes em curtos intervalos, o que pode gerar problemas como alagamentos e ocasionais deslizamentos de terra. A região de Porto Alegre pode ter registro de períodos de chuva que não se descarta possa ser de forte intensidade de terça a quinta pelo abundante aporte de umidade da circulação do sistema. Espera-se a formação de nuvens de natureza cumuliforme no Nordeste gaúcho (Serra, Grande Porto Alegre e Litoral Norte) e no Leste do Estado ao longo da semana. Algumas destas nuvens devem ser bastante carregadas (TCu e Cb) com risco de granizo e chuva forte a intensa que pode gerar alagamentos.

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Se espera ambiente de atmosfera aquecida e com excessiva umidade, o que cria cenário ideal para precipitações localmente torrenciais e volumosas. Modelos indicam 100 mm a 150 mm nesta semana para o Nordeste gaúcho, sobretudo o Litoral Norte, e o Sul de Santa Catarina, mas enfatizamos que nestas regiões, em particular, não são descartados acumulados até bem superiores por efeito da orografia (relevo). Municípios situados juntos à encosta da Serra merecem especial atenção. Ciclones subtropicais ou tropicais possuem histórico de trazer volumes excepcionais localizados com inundação repentina e rápida subida de rios, por isso o quadro exige muita atenção. Recomenda-se enorme atenção ao se dirigir na BR-101 e na Estrada do Mar no período porque podem ocorrer alagamentos e até queda de barreiras não se pode afastar na área da 101.

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Haverá uma intensificação do vento entre terça e quarta no Litoral Norte do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, sobretudo de Florianópolis para o Sul (mapa acima). Entre a quarta-feira e quinta, o vento poderia soprar moderado com rajadas fortes no Nordeste do Rio Grande do Sul e na faixa Leste gaúcha de Rio Grande a Torres. O vento, conforme a maioria dos dados, seria mais forte no Litoral Norte gaúcho e na costa catarinense com velocidades possíveis de 70 km/h a 90 km/h, mas que advertimos podem ser localmente superiores. Pontos de maior altitude próximos da costa como os Aparados da Serra e o Planalto Sul Catarinense também podem enfrentar fortes rajadas de vento. A força do vento vai depender muito da maior ou menor aproximação/intensificação do centro do ciclone em relação ao continente. Chamamos ainda a atenção para a possibilidade de formação de trombas d’água (tornados sobre água) na costa e nas lagoas interiores nesta semana. Há, ademais, o risco de ressaca e de agitação marítima considerável em alto-mar, em particular no Litoral Norte gaúcho e na costa de Santa Catarina, mas outras áreas mais ao Sul e Norte também devem experimentar mar mais agitado e com ondas maiores. Não se recomenda a navegação na costa. Fique atento aos informes da MetSul aqui, nas redes sociais e na mídia.
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Boa tarde:

Apenas para registrar aqui, esse interessante fato.

Fonte: http://www.metsul.com/" onclick="window.open(this.href);return false;

Cari chamou a atenção do mundo. “Rara tempestade subtropical na costa do Brasil”. Este era ontem destaque em conta de Twitter do NOAA, a agência de Meteorologia norte-americana O ciclone subtropical Cari passou, inclusive, a ser monitorado pela agência que emitiu dados de trajetória e intensidade do sistema pelo sistema ATCF. Cari ainda repercutiu nos principais sites mundiais de Meteorologia. Por ser uma situação meteorológica excepcional foi possível observar fatos que são incomuns na nossa rotina operacional, como verificar numa carta aeronáutica Sigmet o símbolo da convenção pra ciclone subtropical.

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12/09/2016

ATENÇÃO – ALERTA: PODEROSO CICLONE CASTIGARÁ O RIO GRANDE DO SUL E CONE SUL COM TEMPO SEVERO | A MetSul Meteorologia alerta com base na análise do pacote de modelos numéricos que um enorme e violento ciclone extratropical deverá se formar na terça-feira (13) sobre o Atlântico Sul, a Leste da província de Buenos Aires, deslocando-se para Norte/Nordeste e intensificando-se até a quarta-feira com pressão atmosférica mínima de até 970 hPa. Desenha-se um cenário muito próximo de uma ciclogênese explosiva com queda de ao menos 24 hPa em apenas 24 horas.

O sistema impactará grande parte do Cone Sul, mas os seus efeitos mais graves devem ser sentidos na região do Rio da Prata e adjacências. Rajadas de vento acima de 100 km/h são esperadas no Uruguai com possíveis registros de 120 km/h a 140 km/h, e até superiores, em pontos do litoral uruguaio na terça (13) e quarta (14). O Norte e o Leste de Buenos Aires, especialmente a costa, devem ter vento acima de 100 km/h. São esperados danos estruturais, alto número de quedas de árvores e cortes de energia na região. As áreas de Montevidéu e Punta del Este podem ser duramente castigadas, segundo as projeções de alguns modelos. A região do Prata enfrentará, além de vento com força de furacão, que em alto mar pode atingir de 160 a 180 km/h, significativa agitação do mar com grande ressaca na costa. Antes, tormentas localmente severas devem atingir o Centro da Argentina e o Uruguai nesta segunda-feira.

No Rio Grande do Sul, o ciclone também será sentido, mas com menor impacto que no Prata. Instabilidade decorrente do centro de baixa pressão que dará origem ao ciclone já traz chuva e risco de temporais isolados nesta segunda-feira para o Estado. O sol aparece com nuvens na maioria das regiões, mas o tempo se instabiliza primeiro pelo Sul e até o fim do dia em outras áreas, como o Centro e o Leste do Estado. A pressão atmosférica vai despencar nesta segunda-feira no Rio Grande do Sul. Na terça, quando a pressão vai estar muito baixa no Estado (995 hPa a 1000 hPa) a frente associada ao sistema avançará pelo Rio Grande do Sul com chuva, que será localmente forte, e temporais. O risco é maior de vendavais que isoladamente podem ser fortes e com danos. Não se pode afastar mesmo atividade. Na quarta, o tempo seco predomina no Rio Grande do Sul já sob ar frio que ingressará ao longo da terça.

A MetSul alerta ainda que vento Norte seco e quente poderá ser muito intenso, até acima de 100 km/h, no final da segunda e no começo da terça em algumas cidades, como Santa Maria, dos vales e da Serra, em razão de uma corrente de jato em baixos níveis poderosa (vento de até 70 nós a 1500 metros de altitude) precedendo a frente fria do ciclone. Esta corrente de jato com vento Norte intenso elevará a temperatura em pleno período noturno e a madrugada de terça deve ter marcas muito elevadas, possivelmente perto de 30ºC em alguns locais.

O vento do ciclone se intensificará na terça no Rio Grande do Sul e poderá ser muito forte ainda na quarta com rajadas entre 60 km/h e 80 km/h na maioria das áreas, inclusive em Porto Alegre, e de 100 km/h a 120 km/h em pontos do Sul gaúcho, Aparados e do litoral. Este deve ser um episódio com potencial de vento muito forte na Serra, além da orla que é normalmente a mais afetada com ciclones. Transtornos como cortes de energia e queda de árvores são prováveis. A MetSul adverte igualmente para forte ressaca do mar na costa do Sul do Brasil entre quarta-feira (14) e sexta (16). Em alto mar, devem ser esperadas condições muito adversas, até propícias a naufrágios, com vagas que modelos de ondas projetam possam atingir de oito a dez metros. (Meteorologista Luiz Fernando Nachtigall)

https://www.facebook.com/metsulmeteorologia/
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Mensagem por gustavo87 »

Ontem a umas 30nm do NDB de Paranaguá indo em direção ao sul já estava uma turbulência bem moderada e constante, com picos de vento de proa de 74kt para mais.
Abraços,

Gustavo
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Re: * ALERTA METEOROLÓGICO: ATT AVIADORES

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METAR: SUMU 140300Z 25025G48KT 5000 RA SQ BKN012 OVC070 11/07 Q0998 WS RWY 24 TEMPO 25030G50KT

METAR: SAEZ 140300Z 24022G36KT 210V280 9999 SCT023 BKN029 11/06 Q1008

METAR: SBPA 140400Z 28025G39KT CAVOK 17/06 Q1007
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Re: * ALERTA METEOROLÓGICO: ATT AVIADORES

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Metares 14:00z

SBPA 141400Z 28027G40KT 9999 BKN040 16/07 Q1011 WS R29=

SBPK 141400Z 29013G34KT 9999 BKN035 15/08 Q1007=

SUMU 141400Z 23030G46KT 8000 SQ BKN018 OVC023 11/07 Q1009 RE RA WS RWY 24 NOSIG=

SULS 141300Z 22025G40KT 1500 +DZSQ BKN004 OVC010 13/11 Q1006=

SAEZ 141300Z 21015G28KT 180V250 9999 BKN027 12/05 Q1015=
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Re: * ALERTA METEOROLÓGICO: ATT AVIADORES

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Boa noite:

Interessante imagem do Boeing 737-800 (HP-1711CMP) fazendo o voo COPA 821 (PTY-POA) chegando a capital gaúcha, utilizando um estreito corredor entre as fomações meteorológicas que trazem fortes chuvas a região.

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Re: * ALERTA METEOROLÓGICO: ATT AVIADORES

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Desvios agora na região sul:

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