O futuro da Varig ficará ainda mais nebuloso nos próximos dias com o provável anúncio de que o Unibanco abandonará a parceria, acertada há menos de dois meses, para formular um plano de reestruturação da companhia aérea. A saída do banco das tentativas de salvar a Varig é dada como praticamente certa pelos envolvidos nas negociações e não deve ser oficializada hoje, mas estará no centro das conversas que o presidente da Varig, Luiz Martins, terá às 10h com o vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar. O cenário para a recuperação da Varig deteriorou-se rapidamente nas últimas semanas, reduzindo até mesmo a disposição do governo em evitar a quebra da empresa. Diante da aceleração da crise, o DAC informa que tem um plano de contingência para lidar com a paralisação das suas atividades e pelo menos uma concorrente - a Gol - já desenhou uma estratégia para absorver rotas e passageiros deixados de lado pela eventual interrupção dos vôos da Varig. Foi o próprio Alencar, meses atrás, quem recomendou à Varig a contratação de uma instituição financeira para guiá-la na montagem de um plano de reestruturação. Mas todas as alternativas propostas pelo Unibanco esbarraram em vetos de setores influentes do governo. O alongamento das dívidas para 35 anos foi rejeitado pela equipe econômica e o "encontro de contas" para abater os débitos da empresa aérea com o vitorioso processo no STJ encontra forte resistência da Fazenda e da Advocacia-Geral da União. A não ser que haja uma inesperada reviravolta nas posições do governo, o Unibanco deixará mesmo a parceria com a Varig. Só a aprovação da Lei de Falências não permite a recuperação da companhia
Um abraço e até mais...

