Menino francês desembarca sozinho no aeroporto de Salvador

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Anonymous

Menino francês desembarca sozinho no aeroporto de Salvador

Mensagem por Anonymous »

Menino francês desembarca sozinho no aeroporto

Julia Lima

Na última quinta-feira, no Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães, um fato chamou a atenção para a segurança de menores nos vôos internacionais: o menino francês Aborinã Nunes, 14 anos, desembarcou completamente sozinho em Salvador, sem a presença de nenhum acompanhante da empresa aérea francesa Star Line. Sem falar português, ele logo encontrou o pai Sérgio Otanazetra, que mesmo assim decidiu denunciar o caso aos órgãos da mídia. "É desleixo e irresponsabilidade. Eles tinham que fiscalizar quem é que estava esperando ele do lado de fora. Poderia ser um bandido", bradou ele.

Na verdade, as falhas do processo começaram longe, no avião francês: o menino não recebeu nenhum tipo de acompanhamento da equipe de bordo da Star Line, comum nos casos em que menores viajam sozinhos. Aqui chegando, a companhia apenas despachou-o como um adulto qualquer. "O comissário de bordo, ao abrir a porta do avião, não nos comunicou absolutamente nada. Portanto, não tivemos nenhuma atitude específica", conta Marcelo de Oliveira Santos, coordenador de operações da Swiss Port, empresa que presta serviços em Salvador à Star Line.

Depois de sair da aeronave, o menino passou, como de praxe, por todos os procedimentos: passou pelos agentes de proteção da Infraero, pela Receita Federal, pela Polícia Federal, sem que ninguém tomasse conhecimento de que era um garoto desacompanhado que não falava português. "Houve erro de todo mundo. É um absurdo", disse o pai.

A Polícia Federal esclarece que, nos casos em que o menor é brasileiro e está em território brasileiro, ninguém pode detê-lo. "Se eu detiver um menino no aeroporto, é abuso de autoridade", explica Francisco Gonçalves, coordenador da Polícia Federal do aeroporto. Segundo ele, o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que, em embarques domésticos, acima dos 12 anos de idade, o menor viaja sozinho, sem a presença de um comissário de bordo. Já no caso de vôo internacional, o estatuto obriga a Polícia Federal a fiscalizar se o menor desacompanhado tem autorização dos pais para viajar. Deve ser apresentado um documento, com firma reconhecida ou autorização judicial dos pais, para que seja feita a viagem. "A probabilidade de um menor sair daqui desacompanhado, sem a autorização dos pais, é zero", decreta Gonçalves.

Mas como o menino tem dupla nacionalidade e estava com o passaporte francês, o procedimento é outro: ele tem que ter, obrigatoriamente, alguém responsável esperando por ele e a Polícia Federal deve verificar isso. "É por causa da imigração ilegal no país", justifica Gonçalves. Mas segundo Otanazetra, a Polícia Federal não confirmou se havia alguém responsável pelo menino, o que poderia ter causado maiores problemas, se algum contratempo o tivesse impedido de chegar no horário. "Se ele chegasse no aeroporto e o pai não estivesse, ele seria trazido para cá. Já aconteceu casos do menor esperar os pais aqui", conta Maria Lúcia Torres, comissária de menor do Juizado do aeroporto.
Fonte: Correio da Bahia
B767
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Mensagem por B767 »

Novamente, mais um gringo fresco prepotente. O problema no fundo teria sido causado pelo procedimento negligente da empresa aerea e o handling envolvido na chegada + falta de fiscalizacao adequada de pre embarque pelas autoridades em Paris.
Culpar o lado brasileiro so pode ser pura arrogancia. melhor seria deportar esse tipo de pessoal que causa confusao por aqui.
Le
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Mensagem por Le »

B767 escreveu:Novamente, mais um gringo fresco prepotente. O problema no fundo teria sido causado pelo procedimento negligente da empresa aerea e o handling envolvido na chegada + falta de fiscalizacao adequada de pre embarque pelas autoridades em Paris.
Culpar o lado brasileiro so pode ser pura arrogancia. melhor seria deportar esse tipo de pessoal que causa confusao por aqui.




Aparentemente, pelo relato apresentado, as falhas começaram no país onde embarcou o menor; isto depois de devidamente apurado, servirá para apontar as falhas e modificar se necessário os procedimentos adotados na entrada de menores em nosso país.
Vale lembrar que não existe sistema de segurança "perfeito", mas não exime da responsabilidade de nossas autoridades locais.


UM ABRAÇO!
Anonymous

Gringo?

Mensagem por Anonymous »

B767 escreveu:Novamente, mais um gringo fresco prepotente. O problema no fundo teria sido causado pelo procedimento negligente da empresa aerea e o handling envolvido na chegada + falta de fiscalizacao adequada de pre embarque pelas autoridades em Paris.
Culpar o lado brasileiro so pode ser pura arrogancia. melhor seria deportar esse tipo de pessoal que causa confusao por aqui.
Prezados amigos do Aerofórum

B767, Sérgio Otanazetra, o pai do rapazinho, não parece ser gringo não!

Neste caso, houve erro de todo mundo, maior ou menor. Mas acho que, como o rapazinho já tinha 14 anos, o problema não foi tão grande assim, afinal, não é mais uma criança. Mas se a legislação existe, tem que ser cumprida.

Aliás, outra mania de brasileiro, além de não seguir as leis, é quando é acusado de alguma coisa primeiro atacar, sem avaliar se teve alguma parcela de culpa ou não. É sempre "o estrangeiro prepotente" ou "não tenho nada com isso". Pessoal, não é por aí.

Não digo que só os brasileiros sejam assim e nem que todos brasileiros o sejam, mas é uma mania que tem que ser corrigida.

Um abraço

VSBresolin
B767
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Mensagem por B767 »

Oi colegas;
Ao longo da minha carreira com a aviação comercial tenho trabalhado tambem nos aeroportos e menores viajando sem acompanhantes nao é incomum.

O que deveria ter acontecido conforme praxe é:
1. Quando marcou reserva - o PAX devia ter sido identificado como UMNR, pelos parentes lá fora ou a agencia de turismo. Isso entraria no PNR.
2. Quando atendido no aeroporto - o agente no CHKN devia ter observado e ter colocado no PNL ou SSR subsequente que um menor estava viajando(depende da definição de que país envolvido). ASwissport teria recebido esta informação para poder fazer a recepção necessária.
3. Na hora de "entrar" no Brasil em SBSV - se o rapaz tinha 2 passaportes e apresentou o PSPRT Brasileiro, a Policia Federal nem ia abri-lo ou fazer questionamentos - o rapaz iria direto p/a fila alfandegária.(Se foi isso mesmo o que aconteceu)
4. Daí, temos o pai do lado de fora que recebeu seu filho na hora certa e resolve chiar, a falar cobras e lagartos.
na minha opinião, do lado brasileiro nao houve falha. Houve negligencia por parte do transportador, agencia de turismo(se mesma foi usada) e da familia na França.

Talvez a minha observação sobre o pai sendo estrangeiro é equivocada. Mas ainda assim, tá reclamando sem muita razao.
O Handling, tendo um agente vivo e esperto, talvez teria notado que o rapaz estava sozinho e poderia ter indagado à empresa se transportou algum menor.
O rapaz tem 14 anos, mas a sua aparencia talvez seja de alguem mais velho, talvez de 18 ou 19 anos. Isso é comum.
Anonymous

Mensagem por Anonymous »

Brasil é Brasil!!!
Ricardo Coelho
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Mensagem por Ricardo Coelho »

Prezados colegas .

Trabalho em uma cia aérea estrangeira , e para nós , alguém com doze anos já é considerado adulto , embarcamos sempre pessoas nessa faixa
etária sozinhas e nunca tivemos problemas . Mas concordo que a cia deveria ao menos fazer uma simples mensagem informando que o rapaz não falava portugúês e solicitar uma assistência . E o pai do menino está reclamando de quê ? O menino não chegou na hora exata ? Inteiro ? Acredito que alguém com esta idade não vai pegar na mão de um desconhecido e sair do aeroporto .

Abraço
Anonymous

Mensagem por Anonymous »

A título de informação:
No ano passado um filho de amigos viajou de Roma para São Paulo pela Alitália.
O rapaz tinha 16 anos e até a saída do desembarque ele estava acompanhado de um funcionário da Alitália.
Eu estava no aeroporto e presenciei.
Abraços
Irineu
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