Com FRB no controle, Varig não terá dinheiro do BNDES
Enviado: Qua Mai 03, 2006 13:34
Com FRB no controle, Varig não terá dinheiro do BNDES
Agência Estado
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse hoje em Nova York que o governo fará todo o possível para resgatar a Varig e, desde que existam investidores qualificados, afirma que o governo pode conceder empréstimo por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Contudo, é condição para que um empréstimo-ponte do BNDES seja concedido à Varig que a Fundação Rubem Berta seja afastada de qualquer papel de controladora da companhia. "Nós não emprestaremos para a Fundação Rubem Berta. Nós acreditamos que a Varig chegou onde chegou, entre outras coisas, por uma gestão que nós não consideramos eficiente", disse em entrevista em Nova York.
Segundo a ministra, o governo definiu uma série de diretrizes para a questão da Varig. "A primeira diretriz é que nós gostaríamos muito e faremos todo o possível para resgatar o nome Varig, os empregos e as condições para os consumidores trafegarem nas linhas aéreas Varig. Mas em hipótese alguma achamos razoável colocarmos recursos que possam ser operados pela Fundação Rubem Berta. No entanto, (para) qualquer investidor que comprove que tenha condições de assumir a Varig, esteja cumprindo toda a legislação que o setor tem, em termos de qualificação técnica, e tenha condições financeiras, nós estaremos inteiramente à disposição no que se refere a empréstimos do BNDES", disse.
De acordo com a ministra, o governo Lula vê "com muita simpatia o plano de recuperação judicial", pois a Lei de Recuperação Judicial foi uma iniciativa do Executivo. "Temos uma avaliação muito positiva do trabalho e esperamos que haja condições para o processo de recuperação, e o BNDES, então, entraria nessa linha de financiamento. O empréstimo-ponte está clausulado a esta questão da recuperação. O BNDES vai olhar, quando emprestar, qual a conseqüência a partir daí. Até porque nós estamos interessados em que dê certo este processo de recuperação da Varig", afirmou após palestra para investidores, em Nova York, promovida pela Câmara de Comércio Brasil-EUA.
A ministra rebateu as críticas de que o governo estaria mudando de posicionamento em relação à Varig por pressões em ano eleitoral, lembrando e explicando a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que não colocaria dinheiro em empresa falida. "O que é colocar dinheiro em empresa falida? É empresar para o empregado da Varig? É emprestar para o consumidor da Varig? Não. É emprestar para o controlador da Varig. Nós não emprestaremos para a Fundação Rubem Berta. Essa posição nós estamos mantendo", reiterou. "Na sucessão da Varig, havendo - e parece que há - bastante interessados na recuperação da empresa, segregando a Varig nova da Varig antiga, nós teremos todo o interesse de emprestar. Mas aí estaremos emprestando para o investidor que tem outros fundamentos, fundamentos sólidos."
A ministra disse que sua viagem aos EUA, nesta semana, com extensa agenda de programação que envolve encontro com o presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz, e com a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, ambos em Washington, tem sentido de "aprofundamento de relações entre setores privados dos dois países e relações entre o governo brasileiro e o governo norte-americano".
Agência Estado
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse hoje em Nova York que o governo fará todo o possível para resgatar a Varig e, desde que existam investidores qualificados, afirma que o governo pode conceder empréstimo por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Contudo, é condição para que um empréstimo-ponte do BNDES seja concedido à Varig que a Fundação Rubem Berta seja afastada de qualquer papel de controladora da companhia. "Nós não emprestaremos para a Fundação Rubem Berta. Nós acreditamos que a Varig chegou onde chegou, entre outras coisas, por uma gestão que nós não consideramos eficiente", disse em entrevista em Nova York.
Segundo a ministra, o governo definiu uma série de diretrizes para a questão da Varig. "A primeira diretriz é que nós gostaríamos muito e faremos todo o possível para resgatar o nome Varig, os empregos e as condições para os consumidores trafegarem nas linhas aéreas Varig. Mas em hipótese alguma achamos razoável colocarmos recursos que possam ser operados pela Fundação Rubem Berta. No entanto, (para) qualquer investidor que comprove que tenha condições de assumir a Varig, esteja cumprindo toda a legislação que o setor tem, em termos de qualificação técnica, e tenha condições financeiras, nós estaremos inteiramente à disposição no que se refere a empréstimos do BNDES", disse.
De acordo com a ministra, o governo Lula vê "com muita simpatia o plano de recuperação judicial", pois a Lei de Recuperação Judicial foi uma iniciativa do Executivo. "Temos uma avaliação muito positiva do trabalho e esperamos que haja condições para o processo de recuperação, e o BNDES, então, entraria nessa linha de financiamento. O empréstimo-ponte está clausulado a esta questão da recuperação. O BNDES vai olhar, quando emprestar, qual a conseqüência a partir daí. Até porque nós estamos interessados em que dê certo este processo de recuperação da Varig", afirmou após palestra para investidores, em Nova York, promovida pela Câmara de Comércio Brasil-EUA.
A ministra rebateu as críticas de que o governo estaria mudando de posicionamento em relação à Varig por pressões em ano eleitoral, lembrando e explicando a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que não colocaria dinheiro em empresa falida. "O que é colocar dinheiro em empresa falida? É empresar para o empregado da Varig? É emprestar para o consumidor da Varig? Não. É emprestar para o controlador da Varig. Nós não emprestaremos para a Fundação Rubem Berta. Essa posição nós estamos mantendo", reiterou. "Na sucessão da Varig, havendo - e parece que há - bastante interessados na recuperação da empresa, segregando a Varig nova da Varig antiga, nós teremos todo o interesse de emprestar. Mas aí estaremos emprestando para o investidor que tem outros fundamentos, fundamentos sólidos."
A ministra disse que sua viagem aos EUA, nesta semana, com extensa agenda de programação que envolve encontro com o presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz, e com a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, ambos em Washington, tem sentido de "aprofundamento de relações entre setores privados dos dois países e relações entre o governo brasileiro e o governo norte-americano".