Juiz contra decreto de falência da Varig
Enviado: Seg Abr 17, 2006 23:27
Juiz afasta possibilidade de decretar falência da Varig
O juiz Luiz Roberto Ayoub, da 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que cuida do processo de recuperação judicial da Varig, afirmou nesta segunda-feira (17/4) que não será "irresponsável" e afastou a possibilidade de decretar a falência da companhia enquanto ela se mostrar viável.
Decidido a afastar a onda de especulações que tomou conta do mercado, Ayoub, concedeu uma entrevista após se reunir com representantes da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Ele lamentou que estejam antecipando decisões que não tomou.
“Tenho que respeitar a palavra do administrador judicial. A Varig tem faturamento e um patrimônio considerável. Não fosse assim, não haveria tantas propostas por ela”, afirmou. O juiz informou, por meio da assessoria de imprensa do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), que não recebeu nenhum pedido da companhia aérea para dilatação do prazo para pagamento do combustível fornecido pela BR Distribuidora. Também não foi apresentada à Justiça Fluminense a proposta de US$ 400 milhões feita pela VarigLog, ex-subsidiária da Varig, para compra da empresa.
De acordo com Luiz Roberto Ayoub, que falou aos jornalistas acompanhado do juiz Paulo Roberto Fragoso, qualquer proposta neste sentido tem que ser dirigida primeiramente aos credores. “Não sou eu quem vai aprovar ou não. São os credores que têm legitimidade para isso”, ressaltou. O juiz disse que a situação pela qual passa a Varig agora é a mesma de quando ela entrou com o processo de recuperação judicial. Mas isso, segundo ele, não significa que ela não seja viável. “Se não fosse assim, a Justiça Fluminense já teria decretado a falência”.
O magistrado confirmou que tomou conhecimento da decisão tomada pela Justiça do Trabalho que, na semana passada, decretou o arresto de bens da companhia aérea a pedido de um grupo de trabalhadores. Luiz Roberto Ayoub encaminhou a decisão para o MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro), a fim de que esse desse o seu parecer. No parecer, o MP fluminense contestou a legitimidade da Justiça do Trabalho para tratar a questão, visto que a Varig está em fase de recuperação judicial.
Só depois vai se pronunciar a respeito. O juiz voltou a dizer que a Varig é um patrimônio nacional e que o Judiciário do Rio se esforçará para recuperá-la, conforme adiantou o presidente do Tribunal de Justiça, Sergio Cavalieri, ao receber dirigentes da companhia, meses atrás.
Segunda-feira, 17 de abril de 2006
Fonte: www.uol.com.br
Colaboração
Silva/RBR
O juiz Luiz Roberto Ayoub, da 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que cuida do processo de recuperação judicial da Varig, afirmou nesta segunda-feira (17/4) que não será "irresponsável" e afastou a possibilidade de decretar a falência da companhia enquanto ela se mostrar viável.
Decidido a afastar a onda de especulações que tomou conta do mercado, Ayoub, concedeu uma entrevista após se reunir com representantes da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Ele lamentou que estejam antecipando decisões que não tomou.
“Tenho que respeitar a palavra do administrador judicial. A Varig tem faturamento e um patrimônio considerável. Não fosse assim, não haveria tantas propostas por ela”, afirmou. O juiz informou, por meio da assessoria de imprensa do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), que não recebeu nenhum pedido da companhia aérea para dilatação do prazo para pagamento do combustível fornecido pela BR Distribuidora. Também não foi apresentada à Justiça Fluminense a proposta de US$ 400 milhões feita pela VarigLog, ex-subsidiária da Varig, para compra da empresa.
De acordo com Luiz Roberto Ayoub, que falou aos jornalistas acompanhado do juiz Paulo Roberto Fragoso, qualquer proposta neste sentido tem que ser dirigida primeiramente aos credores. “Não sou eu quem vai aprovar ou não. São os credores que têm legitimidade para isso”, ressaltou. O juiz disse que a situação pela qual passa a Varig agora é a mesma de quando ela entrou com o processo de recuperação judicial. Mas isso, segundo ele, não significa que ela não seja viável. “Se não fosse assim, a Justiça Fluminense já teria decretado a falência”.
O magistrado confirmou que tomou conhecimento da decisão tomada pela Justiça do Trabalho que, na semana passada, decretou o arresto de bens da companhia aérea a pedido de um grupo de trabalhadores. Luiz Roberto Ayoub encaminhou a decisão para o MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro), a fim de que esse desse o seu parecer. No parecer, o MP fluminense contestou a legitimidade da Justiça do Trabalho para tratar a questão, visto que a Varig está em fase de recuperação judicial.
Só depois vai se pronunciar a respeito. O juiz voltou a dizer que a Varig é um patrimônio nacional e que o Judiciário do Rio se esforçará para recuperá-la, conforme adiantou o presidente do Tribunal de Justiça, Sergio Cavalieri, ao receber dirigentes da companhia, meses atrás.
Segunda-feira, 17 de abril de 2006
Fonte: www.uol.com.br
Colaboração
Silva/RBR