Justiça autoriza o arresto dos bens da Varig
Enviado: Qua Abr 12, 2006 15:33
Justiça autoriza o arresto dos bens da Varig
Advogado dos funcionários vai tentar reverter a decisão judicial que decreta a intervenção no fundo de pensão Aerus
Nilson Brandão Junior

Imagem de um avião da Varig é refletida na fachada de um prédio do centro do Rio, logo após a decolagem do aeroporto Santos Dumont
RIO DE JANEIRO - A Justiça do Trabalho do Rio autorizou o arresto dos bens da Varig para os empregados. Segundo o advogado José Crescêncio da Costa Jr., que atende funcionários da Varig, a decisão é do juiz Evandro Guimarães, da 14ª Vara do Trabalho. A ação foi movida pelo Sindicato Nacional de Aeronautas, a Associação de Comissários da Varig, a Associação de Pilotos da Varig, dentre outras entidades de trabalhadores.
Os bens ficariam retidos dentro de uma nova empresa que se chamaria Varig Op, sob a responsabilidade dos empregados. O advogado explicou que o passivo, de cerca de RS$ 7 bilhões ficaria sob a responsabilidade da Varig original.
O pedido dos trabalhadores também prevê a utilização de RS$ 200 milhões, dos R$ 600 milhões que o fundo Aerus teria em caixa, para cobrir gastos operacionais da Varig.
A decisão do juiz do Trabalho está sendo encaminhada ao juízo da 8ª Vara de Recuperação Empresarial, que cuida do plano de recuperação da empresa aérea.
O advogado informou que pretende mover uma ação civil pública para reverter a liquidação contra a liquidação do Aerus, decidida pela Secretaria de Previdência Complementar (SPC), do Ministério da Previdência Social.
Procurado pela reportagem, a presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziela Baggio, negou que o sindicato tenha movido qualquer ação. Uma fonte que acompanha o caso disse, contudo, que há uma divisão interna entre os trabalhadores da Varig e existiria uma dissidência no movimento.
Advogado dos funcionários vai tentar reverter a decisão judicial que decreta a intervenção no fundo de pensão Aerus
Nilson Brandão Junior

Imagem de um avião da Varig é refletida na fachada de um prédio do centro do Rio, logo após a decolagem do aeroporto Santos Dumont
RIO DE JANEIRO - A Justiça do Trabalho do Rio autorizou o arresto dos bens da Varig para os empregados. Segundo o advogado José Crescêncio da Costa Jr., que atende funcionários da Varig, a decisão é do juiz Evandro Guimarães, da 14ª Vara do Trabalho. A ação foi movida pelo Sindicato Nacional de Aeronautas, a Associação de Comissários da Varig, a Associação de Pilotos da Varig, dentre outras entidades de trabalhadores.
Os bens ficariam retidos dentro de uma nova empresa que se chamaria Varig Op, sob a responsabilidade dos empregados. O advogado explicou que o passivo, de cerca de RS$ 7 bilhões ficaria sob a responsabilidade da Varig original.
O pedido dos trabalhadores também prevê a utilização de RS$ 200 milhões, dos R$ 600 milhões que o fundo Aerus teria em caixa, para cobrir gastos operacionais da Varig.
A decisão do juiz do Trabalho está sendo encaminhada ao juízo da 8ª Vara de Recuperação Empresarial, que cuida do plano de recuperação da empresa aérea.
O advogado informou que pretende mover uma ação civil pública para reverter a liquidação contra a liquidação do Aerus, decidida pela Secretaria de Previdência Complementar (SPC), do Ministério da Previdência Social.
Procurado pela reportagem, a presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziela Baggio, negou que o sindicato tenha movido qualquer ação. Uma fonte que acompanha o caso disse, contudo, que há uma divisão interna entre os trabalhadores da Varig e existiria uma dissidência no movimento.