Governo Federal estuda conceder moratória de seis meses à Va
Enviado: Seg Abr 10, 2006 13:38
Governo Federal estuda conceder moratória de seis meses à Varig
Jornal do Comércio
O governo avalia com certa simpatia a possibilidade de conceder, por um prazo de até seis meses, a moratória pedida pela Varig. A idéia é suspender as cobranças das dívidas da empresa com a Infraero - para a qual a Varig vem deixando de pagar R$ 900 mil em taxas de pouso de decolagem por dia - e a BR Distribuidora. É certo que não há unanimidade na administração federal a respeito da proposta. Alguns integrantes do primeiro escalão advertem que o Executivo pode ser acusado de descumprir a lei e ser alvo de ações do Ministério Público. Também temem que outras aéreas exijam o mesmo tratamento dispensado à Varig.
Pesa a favor da moratória o receio das conseqüências políticas do fechamento de uma empresa que emprega 11 mil funcionários. Empenhado em conquistar a reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se apresentará na campanha como um lutador incansável pela criação de postos de trabalho. Também assusta a provável repercussão negativa do cancelamento das mais de 20 mil passagens expedidas pela Varig para brasileiros que pretendem assistir aos jogos da Copa do Mundo da Alemanha, em junho.
Autoridades ligadas ao setor de aviação civil advertem que mesmo que o governo dê esta moratória à Varig, isso não resolverá a contenda da companhia. “A situação é irreversível. Ela não tem saída”, afirmou uma fonte do setor, ao informar que, além de ter uma dívida global de R$ 8 bilhões, a Varig vem perdendo 1% do mercado ao dia e está com 25 aviões parados.
Empregados da Varig vão realizar, amanhã, manifestações simultâneas em Brasília, Rio, São Paulo e Porto Alegre. “Queremos apenas que as estatais credoras da empresa dêem mais prazo para o pagamento de dívidas”, disse o presidente da associação Trabalhadores do Grupo Varig, Márcio Marsillac. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, prometeu negociar o assunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nessa semana. A proposta da Varig é de que a moratória dure ao menos três meses.
Jornal do Comércio
O governo avalia com certa simpatia a possibilidade de conceder, por um prazo de até seis meses, a moratória pedida pela Varig. A idéia é suspender as cobranças das dívidas da empresa com a Infraero - para a qual a Varig vem deixando de pagar R$ 900 mil em taxas de pouso de decolagem por dia - e a BR Distribuidora. É certo que não há unanimidade na administração federal a respeito da proposta. Alguns integrantes do primeiro escalão advertem que o Executivo pode ser acusado de descumprir a lei e ser alvo de ações do Ministério Público. Também temem que outras aéreas exijam o mesmo tratamento dispensado à Varig.
Pesa a favor da moratória o receio das conseqüências políticas do fechamento de uma empresa que emprega 11 mil funcionários. Empenhado em conquistar a reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se apresentará na campanha como um lutador incansável pela criação de postos de trabalho. Também assusta a provável repercussão negativa do cancelamento das mais de 20 mil passagens expedidas pela Varig para brasileiros que pretendem assistir aos jogos da Copa do Mundo da Alemanha, em junho.
Autoridades ligadas ao setor de aviação civil advertem que mesmo que o governo dê esta moratória à Varig, isso não resolverá a contenda da companhia. “A situação é irreversível. Ela não tem saída”, afirmou uma fonte do setor, ao informar que, além de ter uma dívida global de R$ 8 bilhões, a Varig vem perdendo 1% do mercado ao dia e está com 25 aviões parados.
Empregados da Varig vão realizar, amanhã, manifestações simultâneas em Brasília, Rio, São Paulo e Porto Alegre. “Queremos apenas que as estatais credoras da empresa dêem mais prazo para o pagamento de dívidas”, disse o presidente da associação Trabalhadores do Grupo Varig, Márcio Marsillac. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, prometeu negociar o assunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nessa semana. A proposta da Varig é de que a moratória dure ao menos três meses.