Estão de olho em nosso aeroporto (Ribeirão Preto)
Enviado: Seg Abr 10, 2006 13:32
Estão de olho em nosso aeroporto
Editorial - Gazeta de Ribeirão
Não parece lógico que Ribeirão Preto perca para uma cidade de menor porte da sua própria região o aeroporto internacional que está em vias de ser instalado. Mas perece possível.
Em meio a uma série de discussões sobre a internacionalização e consequente ampliação do Aeroporto Leite Lopes, surge correndo por fora o município de Sertãozinho, se oferecendo para ficar com os investimentos e com toda a estrutura que a obra vai gerar.
Segundo as últimas reportagens produzidas pela Gazeta de Ribeirão os investimentos para as obras poderiam chegar à casa dos R$ 150 milhões, sem falar na imensa quantidade de benefícios que um aeroporto de padrão internacional pode oferecer a uma região inteira.
Enquanto se arrastam discussões sobre desapropriação de casas, barracos e favelas, questões de ruídos, de largura de pista, de impactos ambientais e de condições técnicas para o novo terminal de cargas e passageiros, a vizinha cidade acena com a possibilidade de menos dores de cabeça e mais agilidade na solução do impasse.
Pois bem. A região não seria prejudicada com a mudança de rota do Daesp de Ribeirão para a vizinha cidade. Empresas que, por exemplo, exportariam por Ribeirão podem tranquilamente enviar seus produtos até Sertãozinho em caso de o novo aeroporto ficar lá. Assim como outros municípios também fariam o mesmo.
Área para a instalação da estrutura também não seria problema, especialmente com desapropriações de casas e barracos de favela. Bastaria escolher uma área plana, próxima a rodovias e fora do perímetro urbano. Que pudesse oferecer conforto ao aeroporto por algumas décadas.
Uma reunião entre políticos e empresários de Sertãozinho com diretores do Daesp, que administra o Leite Lopes e vai fazer os investimentos, está agendada para a próxima semana. E não se deve acreditar que a reunião será apenas de cortesia.
A notícia da entrada de Sertãozinho na briga pelo aeroporto é uma coisa séria, e precisa ser encarada pelas autoridades de Ribeirão como um sinal de alerta para a política que vem sendo adotada na discussão do caso.
Sem querer entrar no mérito das questões que estão sendo analisadas, há uma demora muito grande para que a decisão seja efetivada.
O Ministério Público e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente precisam analisar o fato com maior agilidade, e, mesmo para proibir as obras, precisam definir o que vai acontecer com mais rapidez.
Assim como a prefeitura, a Câmara e os deputados de Ribeirão precisam articular nos bastidores uma solução viável para o caso, que permita que a cidade receba o aeroporto, mas tenha respeitados todos os direitos e normas legais previstos em nossa legislação.
O sinal de alerta já foi dado. Esperemos que não seja necessário ver até onde vai o projeto sertanezino.
Editorial - Gazeta de Ribeirão
Não parece lógico que Ribeirão Preto perca para uma cidade de menor porte da sua própria região o aeroporto internacional que está em vias de ser instalado. Mas perece possível.
Em meio a uma série de discussões sobre a internacionalização e consequente ampliação do Aeroporto Leite Lopes, surge correndo por fora o município de Sertãozinho, se oferecendo para ficar com os investimentos e com toda a estrutura que a obra vai gerar.
Segundo as últimas reportagens produzidas pela Gazeta de Ribeirão os investimentos para as obras poderiam chegar à casa dos R$ 150 milhões, sem falar na imensa quantidade de benefícios que um aeroporto de padrão internacional pode oferecer a uma região inteira.
Enquanto se arrastam discussões sobre desapropriação de casas, barracos e favelas, questões de ruídos, de largura de pista, de impactos ambientais e de condições técnicas para o novo terminal de cargas e passageiros, a vizinha cidade acena com a possibilidade de menos dores de cabeça e mais agilidade na solução do impasse.
Pois bem. A região não seria prejudicada com a mudança de rota do Daesp de Ribeirão para a vizinha cidade. Empresas que, por exemplo, exportariam por Ribeirão podem tranquilamente enviar seus produtos até Sertãozinho em caso de o novo aeroporto ficar lá. Assim como outros municípios também fariam o mesmo.
Área para a instalação da estrutura também não seria problema, especialmente com desapropriações de casas e barracos de favela. Bastaria escolher uma área plana, próxima a rodovias e fora do perímetro urbano. Que pudesse oferecer conforto ao aeroporto por algumas décadas.
Uma reunião entre políticos e empresários de Sertãozinho com diretores do Daesp, que administra o Leite Lopes e vai fazer os investimentos, está agendada para a próxima semana. E não se deve acreditar que a reunião será apenas de cortesia.
A notícia da entrada de Sertãozinho na briga pelo aeroporto é uma coisa séria, e precisa ser encarada pelas autoridades de Ribeirão como um sinal de alerta para a política que vem sendo adotada na discussão do caso.
Sem querer entrar no mérito das questões que estão sendo analisadas, há uma demora muito grande para que a decisão seja efetivada.
O Ministério Público e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente precisam analisar o fato com maior agilidade, e, mesmo para proibir as obras, precisam definir o que vai acontecer com mais rapidez.
Assim como a prefeitura, a Câmara e os deputados de Ribeirão precisam articular nos bastidores uma solução viável para o caso, que permita que a cidade receba o aeroporto, mas tenha respeitados todos os direitos e normas legais previstos em nossa legislação.
O sinal de alerta já foi dado. Esperemos que não seja necessário ver até onde vai o projeto sertanezino.