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Ocean Air e Varig negociam acordo
A Varig deve fechar com a Ocean Air um acordo que garanta a continuidade de suas operações. A proposta, no entanto, dependeria de um aporte de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A parceria entre as aéreas seria semelhante à que o grupo gaúcho já manteve com a TAM, envolvendo compartilhamento de vôos, mas sem atingir rotas internacionais. Além disso, um número ainda não definido de aviões da Varig passaria a usar a marca Ocean Air. Em troca, German Efromovich, dono da Ocean Air, garantiria o pagamento devido às empresas que arrendam as aeronaves utilizadas. Os recursos dariam à Varig condições para continuar operando, enquanto toca o processo de recuperação judicial, iniciado em 2005.
Um dos planos seria a Ocean Air desembolsar US$ 80 milhões e ainda pagar dívidas de curto prazo para operar linhas da Varig por seis meses. Ao final do período, 10% das rotas ficariam definitivamente com a companhia de Efromovich. Outra alternativa seria a Ocean Air assumir a operação de linhas pouco rentáveis, e a venda de passagens continuar a cargo da Varig.
Preocupado com uma eventual paralisação da Varig, o governo fez ontem intensa mobilização no Palácio do Planalto, da qual participaram representantes dos credores públicos e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Segundo fontes presentes à reunião na Casa Civil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer saber em que situação está o plano de recuperação judicial e se a Varig poderá falir por falta de dinheiro para pagar despesas com combustível, tarifas aeroportuárias, aluguel de aviões e peças de manutenção.
- Como o plano está indo bem e, por isso, a Justiça não pode decretar a falência da Varig, o risco está nas dificuldades de fluxo de caixa na baixa temporada, o que pode fazer com que o governo oriente as empresas credoras a serem mais flexíveis com a companhia - disse um técnico envolvido nas negociações.
O presidente da Varig, Marcelo Bottini, irá a Brasília hoje para se reunir com o governo.
Dilma manda credores acharem a sua própria saída
Para evitar o envolvimento direto do Palácio do Planalto com a crise, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, informou ontem aos credores estatais da Varig que caberá a cada um deles a tarefa de tratar das pendências financeiras que têm com a companhia. A decisão foi comunicada pela ministra a representantes desses credores, entre os quais a Infraero, a BR Distribuidora e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), numa reunião no início da noite.
Segundo interlocutores do Palácio, com base nessa orientação o presidente da Varig poderá ser chamado hoje pela Infraero, que administra os aeroportos, para vir a Brasília tratar do atraso no pagamento de tarifas aeroportuárias. Há 18 dias, a empresa não faz nenhum pagamento, e a estatal ameaça passar a cobrar as tarifas antes de cada vôo, o que pode impedir a decolagem de aviões da Varig.
Ontem, um grupo ligado à associação dos pilotos da companhia reuniu-se em Porto Alegre com o presidente da Assembléia Legislativa, Fernando Záchia, para pedir apoio na negociação entre a empresa e a União.
fonte:jornal "Zero Hora 7 abr 2006
Um abraço e até mais...
Cláudio Severino da Silva
jambock@brturbo.com.br