Obra seria mais cara (sobre o Aeroporto de Ribeirão Preto)

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Marcelo Areias
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Obra seria mais cara (sobre o Aeroporto de Ribeirão Preto)

Mensagem por Marcelo Areias »

Obra seria mais cara

Condema questiona EIA-Rima em relatório e diz que desapropriações fariam ampliação custar R$ 157 milhões



IGOR SAVENHAGO
Gazeta de Ribeirão

O Comdema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente) está questionando os valores das desapropriações dos imóveis (casas, barracos e empresas) para as obras de ampliação e internacionalização do Aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão. De acordo com o Comdema, o valor necessário ficaria entre R$ 128 milhões e R$ 157,5 milhões, mais que o dobro do previstoo no EIA-Rima -R$ 69,4 milhões.

Quem assina o parecer do Comdema é seu vice-presidente, engenheiro Lênio Severino Garcia. Ele critica a internacionalização do Leite Lopes e atesta que o estudo de impacto ambiental foi manipulado para forçar a permanência do terminal na área onde está localizado. Ainda na avaliação de Garcia, as obras de ampliação do Leite Lopes seriam um desperdício de dinheiro.

"Com os recursos necessários para as desapropriações, daria para construir um aeroporto novinho, com fita e tesoura para a inauguração. Temos que considerar que tem gente morando ao lado do Leite Lopes e se um novo aeroporto fosse construído, acabaria essa polêmica sobre as desapropriações", garante ele.

Elaborado em 2005, o EIA-Rima está exposto para análises na Câmara. As obras do aeroporto estão em discussão porque moradores da região, que teriam as casas desapropriadas, e o Ministério Público questionam o “crescimento” do aeroporto e a capacidade de a região absorver tal movimento.

O geógrafo do Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo), que administra o aeroporto, Antônio Carlos França contesta a posição do Comdema. Segundo ele, os recursos previstos no EIA-Rima para as desapropriações são apenas "uma estimativa" de custos e que a indenização para cada morador será feita de acordo com os padrões de cada residência. Para Franca, a construção de um aeroporto em outro local enfrentaria burocracia e espera para obtenção da licença ambiental.

O Daesp vai usar o argumento de injeção de recursos com turismo na economia de Ribeirão para tentar convencer os críticos a aprovarem as obras de reforma, ampliação e consequente internacionalização do Aeroporto leite Lopes.

Os moradores de bairros próximos ao Leite Lopes que devem ter suas casas desapropriadas em caso de aprovação do projeto protestaram. Eles cobram explicações mais detalhadas sobre os critérios de desapropriação que serão utilizados se o aeroporto for mesmo ampliado. Marcos Valério Sérgio, membro da associação de moradores do Jardim Aeroporto, é um deles.

"Temos medo do que vai acontecer com a gente. Ainda não sabemos ao certo os critérios de desapropriação. Eles são muito genéricos", alega. "Além disso, estamos preocupados com a nossa qualidade de vida. Com o aumento do tráfego, aumenta, também, a poluição sonora para quem vive perto do Leite Lopes".

Turismo vira argumento para o Daesp

As obras de reparo na pista do Leite Lopes devem começar nas próximas semanas. Com isso, os vôos de Ribeirão serão desviados para Araraquara.

O Daesp vai usar o argumento de injeção de recursos com turismo na economia de Ribeirão para tentar convencer os críticos a aprovarem as obras de reforma, ampliação e consequente internacionalização do Aeroporto leite Lopes.

As obras estão previstas para serem iniciadas após aprovação de relatório de impacto ambiental, mas moradores da área do aeroporto e o Ministério Público já se mostraram contrários à obra. A alegação é de que a região não comporta um aeroporto maior que o atual.

Com esse objetivo o Daesp reuniu, na última terça, comerciantes, empresários, políticos e lideranças comunitárias para discutir o projeto de internacionalização do aeroporto.

No encontro, foram apresentados um mapa mostrando as principais mudanças previstas no aeroporto e dados numéricos sobre o impacto que os turistas que chegam a Ribeirão pelo Leite Lopes provocam na economia da cidade. Segundo Antônio Carlos França, geólogo do Daesp, só no ano passado quase 500 mil pessoas passaram pelo aeroporto, injetando uma soma considerável de recursos no setor de serviços.

"Todas as cidades importantes possuem um aeroporto internacional de cargas", afirma. (Gazeta de Ribeirão)
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Marcelo Areias
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