Voo automático do C-54
Enviado: Sex Ago 14, 2020 16:23
Boa tarde amigos Forenses.
Voo automático do C-54
Washington, 23 (James J. Stregbi, da A.P.) O voo automático do C-54 através do Atlântico Norte talvez indique o caminho para uma regularidade cronométrica nas linhas aéreas e a eliminação de erro humanos nas naceles. Um “Skymaster” quadrimotor conhecido como “The Big Push” voou 2.400 milhas de Stephenville, na Terra Nova, até Brize Norton, na Inglaterra, ontem sem nenhum controle humano, direto, depois de ter levantado voo automaticamente. O comando da Força Aérea declarou que o voo foi realizado da seguinte maneira, o mecanismo de controle, que faz funcionar 20 diferentes peças do aparelho, foi ajustado, os motores aquecidos, e o avião foi conduzido para a pista e colocado em posição de decolar, em seguida, foi posto a funcionar o maquinismo geral de controle sem que se pusesse mais nem um dedo humano sobre o mecanismo. Automaticamente, o aparelho se colocou em posição de decolagem, e oito segundos depois os freios afrouxaram. O avião começou a correr na pista e levantou voo ao deixar a 800 pés de altitude, começou ascensão propriamente dita. O avião subiu então a 9.000 pés, passando a voar em posição de cruzeiro. Nesse momento também o rádio do avião captou uma onda direcional de um navio guia a cerca de um terço do caminho no oceano. Um orientador automático conhecido como A.D.F. passou então a atuar sobre os controles a fim de manter o avião diretamente para o navio, ao longo da onda do rádio. Quando o avião chegou ao “cone do silencio” ou “ponto morto” imediatamente em cima do navio, o receptor automaticamente sintonizou outra frequência e o A.D.F. o dirigiu para um segundo navio mais na frente. Quando o segundo navio foi alcançado, o rádio sintonizou uma terceira frequência produzida no aeródromo britânico. Quando o avião atingiu o “cone do silencio” – na realidade uma parte do sistema de aterragem por instrumento (I.L.S.), o rádio fez funcionar o controle que diminuiu o motor, baixou as barbatanas e acionou o trem de aterragem. Depois o avião se dirigiu para o “glid path”, que faz parte do equipamento de mais de cem aeroportos neste país, e dirigiu-se para a pista. Depois de rodar por algum tempo, o freio foi aplicado automaticamente. Os tripulantes que nada tinha feito durante a viagem, retiraram o aparelho da pista.
Fonte - jornal C. da manhã 24/09/1947
Abs. Cursio
Voo automático do C-54
Washington, 23 (James J. Stregbi, da A.P.) O voo automático do C-54 através do Atlântico Norte talvez indique o caminho para uma regularidade cronométrica nas linhas aéreas e a eliminação de erro humanos nas naceles. Um “Skymaster” quadrimotor conhecido como “The Big Push” voou 2.400 milhas de Stephenville, na Terra Nova, até Brize Norton, na Inglaterra, ontem sem nenhum controle humano, direto, depois de ter levantado voo automaticamente. O comando da Força Aérea declarou que o voo foi realizado da seguinte maneira, o mecanismo de controle, que faz funcionar 20 diferentes peças do aparelho, foi ajustado, os motores aquecidos, e o avião foi conduzido para a pista e colocado em posição de decolar, em seguida, foi posto a funcionar o maquinismo geral de controle sem que se pusesse mais nem um dedo humano sobre o mecanismo. Automaticamente, o aparelho se colocou em posição de decolagem, e oito segundos depois os freios afrouxaram. O avião começou a correr na pista e levantou voo ao deixar a 800 pés de altitude, começou ascensão propriamente dita. O avião subiu então a 9.000 pés, passando a voar em posição de cruzeiro. Nesse momento também o rádio do avião captou uma onda direcional de um navio guia a cerca de um terço do caminho no oceano. Um orientador automático conhecido como A.D.F. passou então a atuar sobre os controles a fim de manter o avião diretamente para o navio, ao longo da onda do rádio. Quando o avião chegou ao “cone do silencio” ou “ponto morto” imediatamente em cima do navio, o receptor automaticamente sintonizou outra frequência e o A.D.F. o dirigiu para um segundo navio mais na frente. Quando o segundo navio foi alcançado, o rádio sintonizou uma terceira frequência produzida no aeródromo britânico. Quando o avião atingiu o “cone do silencio” – na realidade uma parte do sistema de aterragem por instrumento (I.L.S.), o rádio fez funcionar o controle que diminuiu o motor, baixou as barbatanas e acionou o trem de aterragem. Depois o avião se dirigiu para o “glid path”, que faz parte do equipamento de mais de cem aeroportos neste país, e dirigiu-se para a pista. Depois de rodar por algum tempo, o freio foi aplicado automaticamente. Os tripulantes que nada tinha feito durante a viagem, retiraram o aparelho da pista.
Fonte - jornal C. da manhã 24/09/1947
Abs. Cursio