Santa Maria-RS (problemas sérios para novos vôos)
Enviado: Seg Abr 16, 2012 12:04
Tem cerração no horizonte do aeroporto
Fonte: Jornal Arazão / Santa Maria-RS
Praticamente todos os sindicatos e associações patronais que compõem o Fórum das Entidades Empresariais estiveram presentes na reunião com a Base Aérea de Santa Maria (BASM), que aconteceu ontem. O objetivo do encontro foi ver o que é preciso fazer para que o aeroporto civil e a plataforma multimodal saiam do papel e se tornem realidade. “Há muito tempo a cidade pede por isso. Seria uma alavanca para o desenvolvimento”, disse o presidente do Fórum das Entidades, Souvenir Machado. Apesar da importância do projeto, Santa Maria deverá esperar ainda um pouco mais: algumas dificuldades, como a pista de pouso não comportar aviões com mais de 50 passageiros, precisam de estudos de viabilidade para que a situação seja contornada.
O principal problema, relatado pelo comandante da BASM, coronel Eduardo Ruppenthal, durante a reunião, é que a pista de pouso foi projetada para receber caças e helicópteros e não suportaria aeronaves mais pesadas. Hoje a pista tem capacidade para receber aviões com até 50 passageiros – sua capacidade máxima. Os voos civis que pousam na BASM, porém, vêm com menos passageiros, 30, em função de não haver estrutura para receber mais passageiros. Conforme os dados apresentados por ele, o PCN (índice que indica a resistência de um pavimento para operações sem restrição) da pista de Santa Maria é 20. A de Caxias do Sul tem PCN 45 e pode receber até boeings 737 e 145 passageiros. A de Porto Alegre tem PCN 62 e mesma capacidade da de Caxias.
“Os boeings da própria Base fazem um número restrito de pousos por ano aqui. O peso delas afunda o asfalto e atualmente já estamos consertando um afundamento. Se o futuro aeroporto quiser expandir e operar com boeings teremos que fazer uma pista nova ou reformar esta. Porém, como vamos conseguir recursos se eu não sou subordinado à Infraero? Teria que usar a verba que iria em investimentos na própria BASM para fazer o aeroporto”, explicou Ruppenthal, que é membro consultivo do conselho superior da Agência de Desenvolvimento de Santa Maria (Adesm). A falta de recursos financeiros também foi uma das dificuldades que o comandante assinalou, bem como o alto custo para qualquer uma das duas opções (construir uma nova pista ou reformar a antiga). No caso da construção de uma nova, o subcomandante da BASM, tenente-coronel BASM, Claus Hardt, apontou que a construção de uma nova pista envolve estruturas para combustível, novo controlador aéreo, novos bombeiros, entre outras estruturas, o que resultaria muito caro.
Superlotação de aeronaves – Outro entrave à criação do aeroporto civil é o compartilhamento de uma pista de pouso que já está ficando até engarrafada em função do grande número de aeronaves que passam pela região e as da própria BASM. O comandante também revelou que o pátio e o hangar já estão ficando lotados com a chegada dos quatro helicópteros H-60 este ano e outros quatro no ano que vem, mais os dois Veículos Aéreos Não-Tripulados (VANT) e ainda outros caças AMX que devem chegar em Santa Maria.
“Os H-60 são maiores que os que tínhamos antes e conseguíamos colocar todos no hangar. Alguns terão que ficar lá fora. Com mais todas essas aeronaves e operações militares que estão vindo para cá já não temos mais lugar no pátio e também a pista já recebe um grande número de aeronaves, o que faz aumentar a espera para pousar. Eu mesmo quando estava voando tive de esperar um bom tempo para pousar porque a pista estava engarrafada”, revelou Ruppenthal. O local onde hoje é o terminal de passageiros e um espaço de grama ao lado estão nos planos de ampliação da BASM e devem se transformar em um terminal para os militares e local para os helicópteros, respectivamente.
Riscos – Depois de apresentar um histórico da caminhada da cidade em busca de um aeroporto civil que remontou à criação da Base Aérea em 1944 e à primeira notícia de mobilização pró-aeroporto em 1989, o comandante da BASM apontou os riscos que a organização militar enfrenta com o atual terminal de passageiros e as dificuldades para a implantação de um aeroporto civil anexo à BASM. “Utilizamos armamento real e nossas aeronaves passariam na frente do terminal de passageiros. Muitos incidentes já aconteceram, apesar de serem observadas medidas de segurança. Pelo menos uma vez por ano um canhão de uma aeronave trava e não para de atirar. Ainda nas extremidades da pista temos paióis com combustível que podem explodir como aconteceu no Galeão, no Rio de Janeiro”, revelou Ruppenthal.
Sem sigilo – O sigilo das operações militares da BASM também está comprometido já com os voos civis (a NHT opera desde 2005) que recebem e a há a possibilidade de aumentar com o aeroporto civil compartilhado com a BASM. “Todo o dia dá para filmar o que acontece aqui. Somos a única Base Aérea que tem caças a jato e compartilha a pista com terminal de passageiros civis”, disse o coronel Ruppenthal.
Fonte: Jornal Arazão / Santa Maria-RS
Praticamente todos os sindicatos e associações patronais que compõem o Fórum das Entidades Empresariais estiveram presentes na reunião com a Base Aérea de Santa Maria (BASM), que aconteceu ontem. O objetivo do encontro foi ver o que é preciso fazer para que o aeroporto civil e a plataforma multimodal saiam do papel e se tornem realidade. “Há muito tempo a cidade pede por isso. Seria uma alavanca para o desenvolvimento”, disse o presidente do Fórum das Entidades, Souvenir Machado. Apesar da importância do projeto, Santa Maria deverá esperar ainda um pouco mais: algumas dificuldades, como a pista de pouso não comportar aviões com mais de 50 passageiros, precisam de estudos de viabilidade para que a situação seja contornada.
O principal problema, relatado pelo comandante da BASM, coronel Eduardo Ruppenthal, durante a reunião, é que a pista de pouso foi projetada para receber caças e helicópteros e não suportaria aeronaves mais pesadas. Hoje a pista tem capacidade para receber aviões com até 50 passageiros – sua capacidade máxima. Os voos civis que pousam na BASM, porém, vêm com menos passageiros, 30, em função de não haver estrutura para receber mais passageiros. Conforme os dados apresentados por ele, o PCN (índice que indica a resistência de um pavimento para operações sem restrição) da pista de Santa Maria é 20. A de Caxias do Sul tem PCN 45 e pode receber até boeings 737 e 145 passageiros. A de Porto Alegre tem PCN 62 e mesma capacidade da de Caxias.
“Os boeings da própria Base fazem um número restrito de pousos por ano aqui. O peso delas afunda o asfalto e atualmente já estamos consertando um afundamento. Se o futuro aeroporto quiser expandir e operar com boeings teremos que fazer uma pista nova ou reformar esta. Porém, como vamos conseguir recursos se eu não sou subordinado à Infraero? Teria que usar a verba que iria em investimentos na própria BASM para fazer o aeroporto”, explicou Ruppenthal, que é membro consultivo do conselho superior da Agência de Desenvolvimento de Santa Maria (Adesm). A falta de recursos financeiros também foi uma das dificuldades que o comandante assinalou, bem como o alto custo para qualquer uma das duas opções (construir uma nova pista ou reformar a antiga). No caso da construção de uma nova, o subcomandante da BASM, tenente-coronel BASM, Claus Hardt, apontou que a construção de uma nova pista envolve estruturas para combustível, novo controlador aéreo, novos bombeiros, entre outras estruturas, o que resultaria muito caro.
Superlotação de aeronaves – Outro entrave à criação do aeroporto civil é o compartilhamento de uma pista de pouso que já está ficando até engarrafada em função do grande número de aeronaves que passam pela região e as da própria BASM. O comandante também revelou que o pátio e o hangar já estão ficando lotados com a chegada dos quatro helicópteros H-60 este ano e outros quatro no ano que vem, mais os dois Veículos Aéreos Não-Tripulados (VANT) e ainda outros caças AMX que devem chegar em Santa Maria.
“Os H-60 são maiores que os que tínhamos antes e conseguíamos colocar todos no hangar. Alguns terão que ficar lá fora. Com mais todas essas aeronaves e operações militares que estão vindo para cá já não temos mais lugar no pátio e também a pista já recebe um grande número de aeronaves, o que faz aumentar a espera para pousar. Eu mesmo quando estava voando tive de esperar um bom tempo para pousar porque a pista estava engarrafada”, revelou Ruppenthal. O local onde hoje é o terminal de passageiros e um espaço de grama ao lado estão nos planos de ampliação da BASM e devem se transformar em um terminal para os militares e local para os helicópteros, respectivamente.
Riscos – Depois de apresentar um histórico da caminhada da cidade em busca de um aeroporto civil que remontou à criação da Base Aérea em 1944 e à primeira notícia de mobilização pró-aeroporto em 1989, o comandante da BASM apontou os riscos que a organização militar enfrenta com o atual terminal de passageiros e as dificuldades para a implantação de um aeroporto civil anexo à BASM. “Utilizamos armamento real e nossas aeronaves passariam na frente do terminal de passageiros. Muitos incidentes já aconteceram, apesar de serem observadas medidas de segurança. Pelo menos uma vez por ano um canhão de uma aeronave trava e não para de atirar. Ainda nas extremidades da pista temos paióis com combustível que podem explodir como aconteceu no Galeão, no Rio de Janeiro”, revelou Ruppenthal.
Sem sigilo – O sigilo das operações militares da BASM também está comprometido já com os voos civis (a NHT opera desde 2005) que recebem e a há a possibilidade de aumentar com o aeroporto civil compartilhado com a BASM. “Todo o dia dá para filmar o que acontece aqui. Somos a única Base Aérea que tem caças a jato e compartilha a pista com terminal de passageiros civis”, disse o coronel Ruppenthal.