Pegaso90 escreveu:Jambock,
Tanto SBPF como SBNM ficam na parte norte do nosso Estado e sempre mantiveram voos desde os tempos dos BANDEIRANTES da Riosul. A metade sul eh que foi esquecida e para lá as distancias sao bem maiores.
Velásquez,
Tenho em meus arquivos ( um aplicativo em VB6 que fiz para mim) a frota da Cruizer como 3 Bandeirantes e 2 LET. Minha base de dados pode estar furada, esta realmente um pouco defazada por falta de tempo para me dedicar a ela. Sua informacao esta atualizada?
Abracos
Prezado Pegaso90,
a atual frota da Cruiser é composta por 1 E110, o PT-WBR e por um LET410, o CRX.
Como falei o WBR é fixo na rota CGB / STM / CGB e o LET opera nos vôos para Juína, Juara, Juruena e Aripuanã.
É importante fazer uma ressalva em seu comentário no que diz respeito a demanda:
No passado, quando operavam pelo interior do RS a Rio-Sul e a TAM, elas recebiam Suplementação Tarifária para operarem os trechos, independente da demanda, pois o subsídio cobria os custos de operação, portanto, para a empresa não importava se o vôo estava cheio ou vazio, estava ganhando do mesmo jeito.
Porém o interior do RS é de baixa demanda, prova disso é que, com o fim da Suplementação Tarifária, TAM e Rio-Sul retiraram suas aeronaves do interior do estado, operando apenas naquelas cidades com boa capacidade de gerar demanda: Caixas do Sul, Santo Ângelo e Passo Fundo.
A Ocean Air tentou operar em Santa Maria e em Rio Grande, porém, o alto preço cobrado pelos trechos e também essa baixa demanda nessas cidades inviabilizaram a operação.
Passo Fundo é a prova disso: a demanda da cidade é para apenas uma empresa, tanto que o Grupo Varig opera na cidade em vôos diários com o 737, que tem alcançado excelente taxa de ocupação. A Ocean Air entrou no mercado local, com um E-120, e está cancelando regularmente esse vôo por baixa taxa de ocupação.
E Santo Ângelo? A Varig sabe que a demanda da cidade não condiz para a operação de um 737. Enquanto ela operava com o ERJ145, sem problemas, taxa variando de 40% a 85%. Agora, introduzir um 737 na cidade (nem estou me referindo ainda a questão de infra-estrutura aeroportuária), era estar fadado ao prejuízo. Aí entra (quer dizer, entrou) a Ocean Air, que aproveitou essa demanda, QUE ERA DA VARIG, e mesmo assim, a ocupação não é alta.
Um dos grandes problemas para o desenvolvimento da aviação regional na região centro-sul (especialmente a região Sul), além da falta de uma política CLARA e OBJETIVA, por parte do Governo, são as estradas que ligam os grandes, e em bom estado de conservação.
Em um tópico, um colega citou isso, que prefere encarar algumas horas ônibus executivo a pagar tarifas altas de uma empresa aérea. Ai entra a parte do Governo, mas essa......é outra história. Até lá, os empresários são os únicos culpados.
Abraços
Velásquez