Embraer entrega o 900.º ERJ 145, jato que a salvou
Enviado: Qui Fev 24, 2005 13:14
Embraer entrega o 900.º ERJ 145, jato que a salvou
Avião era o único grande ativo da empresa na época da sua privatização, e foi pensado no início da década de 90 para vender 400 unidades em dez anos
Daniel Hessel Teich
Na próxima segunda-feira, a Embraer comemora um feito histórico. A empresa entrega à companhia aérea LuxAir, de Luxemburgo, o 900.º ERJ 145, jato regional com capacidade para 50 passageiros fabricado em São José dos Campos (SP). Dentre todos os aviões fabricados pela empresa, apenas o Ipanema, um monomotor de uso agrícola, vendeu tanto. A diferença é que o Ipanema custa em média US$ 256 mil e é produzido há 32 anos. Já o ERJ 145 é um avião de US$ 23 milhões e está em linha desde 1995, quando realizou seu primeiro vôo.
"O ERJ é um projeto extremamente bem sucedido, pensado no início da década de 90 para chegar a 400 unidades vendidas no período de dez anos", disse recentemente o presidente da empresa, Maurício Botelho. Ou seja, o sucesso da aeronave é tamanho que, desde a primeira entrega feita à empresa americana Continental Express, em 1996, já se vendeu mais que o dobro da quantidade esperada.
Concebido em 1993, nos tempos em que a Embraer ainda era estatal, o ERJ 145 ramificou-se em uma família de outros três aviões comerciais (os modelos 135, 140 e 145XR, com capacidade para 37, 44 e 50 passageiros). Foi a base também do jato executivo Legacy e do avião militar EMB 145 AEW&C.
O avião a ser entregue na segunda-feira à LuxAir prova o quanto essa aeronave é versátil. O avião operará na rota entre Luxemburgo e Londres, no aeroporto de London City. O aeroporto inglês fica praticamente no centro da capital e tem regras extremamente rigorosas para pousos de jatos. O ERJ é um dos poucos aviões de seu tipo que podem pousar nesse aeroporto.
Outro exemplo do sucesso internacional é o fato de o avião ser o único produzido fora do Brasil. Além de São José dos Campos, o jato é montado também na cidade de Harbin, no norte da China.
Primeiro jato regional a ser feito no Brasil, o ERJ 145 foi o grande responsável pela recuperação da Embraer na fase em que passou de estatal para a iniciativa privada. Pouco antes de o jato entrar em linha, a empresa, em precárias condições financeiras, partia para expedientes como produzir peças para a General Motors ou fabricar moldes para produção de sabonetes. Também usava seus computadores e laboratórios para administrar cursos de especialização tecnológica para funcionários de empresas privadas.
O modelo de produção da empresa, baseado em aviões turboélices como o Brasília, já não se adequava mais às necessidades do mercado internacional. Na época da privatização, o projeto do ERJ 145 era o único grande ativo da empresa. Em seus período mais dramático, a Embraer chegou a ter apenas 3,8 mil funcionários. Hoje tem mais de 14 mil. Assim que foi lançado, o ERJ 145 agradou principalmente o mercado americano, onde foram vendidas 668 aeronaves da família. Foi graças a esse desempenho que a empresa pôde emplacar sua nova família de jatos, a 170, com aviões para mais de 100 passageiros.
Fonte: O Estado de São Paulo
Avião era o único grande ativo da empresa na época da sua privatização, e foi pensado no início da década de 90 para vender 400 unidades em dez anos
Daniel Hessel Teich
Na próxima segunda-feira, a Embraer comemora um feito histórico. A empresa entrega à companhia aérea LuxAir, de Luxemburgo, o 900.º ERJ 145, jato regional com capacidade para 50 passageiros fabricado em São José dos Campos (SP). Dentre todos os aviões fabricados pela empresa, apenas o Ipanema, um monomotor de uso agrícola, vendeu tanto. A diferença é que o Ipanema custa em média US$ 256 mil e é produzido há 32 anos. Já o ERJ 145 é um avião de US$ 23 milhões e está em linha desde 1995, quando realizou seu primeiro vôo.
"O ERJ é um projeto extremamente bem sucedido, pensado no início da década de 90 para chegar a 400 unidades vendidas no período de dez anos", disse recentemente o presidente da empresa, Maurício Botelho. Ou seja, o sucesso da aeronave é tamanho que, desde a primeira entrega feita à empresa americana Continental Express, em 1996, já se vendeu mais que o dobro da quantidade esperada.
Concebido em 1993, nos tempos em que a Embraer ainda era estatal, o ERJ 145 ramificou-se em uma família de outros três aviões comerciais (os modelos 135, 140 e 145XR, com capacidade para 37, 44 e 50 passageiros). Foi a base também do jato executivo Legacy e do avião militar EMB 145 AEW&C.
O avião a ser entregue na segunda-feira à LuxAir prova o quanto essa aeronave é versátil. O avião operará na rota entre Luxemburgo e Londres, no aeroporto de London City. O aeroporto inglês fica praticamente no centro da capital e tem regras extremamente rigorosas para pousos de jatos. O ERJ é um dos poucos aviões de seu tipo que podem pousar nesse aeroporto.
Outro exemplo do sucesso internacional é o fato de o avião ser o único produzido fora do Brasil. Além de São José dos Campos, o jato é montado também na cidade de Harbin, no norte da China.
Primeiro jato regional a ser feito no Brasil, o ERJ 145 foi o grande responsável pela recuperação da Embraer na fase em que passou de estatal para a iniciativa privada. Pouco antes de o jato entrar em linha, a empresa, em precárias condições financeiras, partia para expedientes como produzir peças para a General Motors ou fabricar moldes para produção de sabonetes. Também usava seus computadores e laboratórios para administrar cursos de especialização tecnológica para funcionários de empresas privadas.
O modelo de produção da empresa, baseado em aviões turboélices como o Brasília, já não se adequava mais às necessidades do mercado internacional. Na época da privatização, o projeto do ERJ 145 era o único grande ativo da empresa. Em seus período mais dramático, a Embraer chegou a ter apenas 3,8 mil funcionários. Hoje tem mais de 14 mil. Assim que foi lançado, o ERJ 145 agradou principalmente o mercado americano, onde foram vendidas 668 aeronaves da família. Foi graças a esse desempenho que a empresa pôde emplacar sua nova família de jatos, a 170, com aviões para mais de 100 passageiros.
Fonte: O Estado de São Paulo