Infraero pede à Vasp desocupação dos hangares
Enviado: Qua Fev 23, 2005 22:36
Infraero pede à Vasp desocupação dos hangares
O Estado de S. Paulo - 23/02/2005
A Infraero solicitou oficialmente à Vasp os espaços que ela mantém nos aeroportos administrados pela estatal, como balcões de check-in e hangares. A comunicação chegou na segunda-feira e, segundo fontes na empresa, o empresário Wagner Canhedo irá apelar para todos os meios, administrativos e jurídicos, para manter os espaços. A avaliação dentro da empresa é de que esses espaços estão dentre os mais valiosos ativos da companhia e que, sem eles, seu valor de mercado cairia muito. Dentre os espaços que a Vasp ainda mantém, os balcões de check-in nos aeroportos Santos Dumont, no Rio, e de Congonhas e Guarulhos, em São Paulo, são os mais cobiçados.
"Não há razão para a Infraero solicitar os espaços antes de dar oportunidade para a recuperação da companhia", afirmou o porta-voz da Vasp, Mário Galvão. "É uma precipitação da Infraero, uma vez que a Transbrasil, que está há mais tempo que a Vasp sem voar, ainda mantém os espaços."
Sem voar desde dezembro de 2001, a Transbrasil mantém, através de medida cautelar, a posse de 58 balcões de check-in, 6 hangares, 31 áreas administrativas, 20 balcões e 14 terminais de carga em 23 aeroportos do País. A manutenção desses espaços é o principal atrativo da Transbrasil em uma negociação com a empresa regional Ocean Air para a criação de uma empresa de carga.
Transbrasil e Vasp argumentam que fizeram grandes investimentos nos hangares e terminais cargueiros e querem ser ressarcidas por essas benfeitorias.
A Vasp não voa com passageiros desde o final de janeiro e está ameaçada de perder sua concessão, que vence em abril. O Departamento de Aviação Civil (DAC) já deixou claro que só renovará a concessão se a empresa renovar a frota e apresentar provas de que está em dia com suas obrigações com a União. Hoje, a empresa mantém apenas as operações do serviço de carga Vaspex, com uma frota de quatro aeronaves.
Fontes ligadas a Canhedo afirmam que o empresário está bastante otimista em fechar um acordo para a venda da empresa até sexta-feira. O nome de eventuais compradores é mantido sob sigilo. Esta não é a primeira vez que surgem informações de que o empresário estaria "prestes a fechar um acordo" para vender a empresa. Recentemente, falou-se de "negociações avançadas" com um grupo árabe com base em Pernambuco, mas tudo não passou de boatos.
Manifestação - Sem receber salário desde dezembro, os funcionários da Vasp fizeram ontem mais uma manifestação em frente à sede da empresa, em Congonhas. Manifestações similares têm acontecido praticamente uma vez por semana desde que a empresa parou de voar, no dia 26 de janeiro. "Continuamos sem perspectiva de resolver qualquer coisa em relação à Vasp", afirma a representante da Vasp no Sindicato Nacional dos Aeronautas, Marlene Ruza.
Ontem, a sindicalista esteve no Ministério Público do Trabalho de São Paulo para mais uma audiência relacionada ao não pagamento de salários da parte da empresa. E assim como aconteceu em uma audiência recente em Brasília, a Vasp não compareceu à audiência.
O Estado de S. Paulo - 23/02/2005
A Infraero solicitou oficialmente à Vasp os espaços que ela mantém nos aeroportos administrados pela estatal, como balcões de check-in e hangares. A comunicação chegou na segunda-feira e, segundo fontes na empresa, o empresário Wagner Canhedo irá apelar para todos os meios, administrativos e jurídicos, para manter os espaços. A avaliação dentro da empresa é de que esses espaços estão dentre os mais valiosos ativos da companhia e que, sem eles, seu valor de mercado cairia muito. Dentre os espaços que a Vasp ainda mantém, os balcões de check-in nos aeroportos Santos Dumont, no Rio, e de Congonhas e Guarulhos, em São Paulo, são os mais cobiçados.
"Não há razão para a Infraero solicitar os espaços antes de dar oportunidade para a recuperação da companhia", afirmou o porta-voz da Vasp, Mário Galvão. "É uma precipitação da Infraero, uma vez que a Transbrasil, que está há mais tempo que a Vasp sem voar, ainda mantém os espaços."
Sem voar desde dezembro de 2001, a Transbrasil mantém, através de medida cautelar, a posse de 58 balcões de check-in, 6 hangares, 31 áreas administrativas, 20 balcões e 14 terminais de carga em 23 aeroportos do País. A manutenção desses espaços é o principal atrativo da Transbrasil em uma negociação com a empresa regional Ocean Air para a criação de uma empresa de carga.
Transbrasil e Vasp argumentam que fizeram grandes investimentos nos hangares e terminais cargueiros e querem ser ressarcidas por essas benfeitorias.
A Vasp não voa com passageiros desde o final de janeiro e está ameaçada de perder sua concessão, que vence em abril. O Departamento de Aviação Civil (DAC) já deixou claro que só renovará a concessão se a empresa renovar a frota e apresentar provas de que está em dia com suas obrigações com a União. Hoje, a empresa mantém apenas as operações do serviço de carga Vaspex, com uma frota de quatro aeronaves.
Fontes ligadas a Canhedo afirmam que o empresário está bastante otimista em fechar um acordo para a venda da empresa até sexta-feira. O nome de eventuais compradores é mantido sob sigilo. Esta não é a primeira vez que surgem informações de que o empresário estaria "prestes a fechar um acordo" para vender a empresa. Recentemente, falou-se de "negociações avançadas" com um grupo árabe com base em Pernambuco, mas tudo não passou de boatos.
Manifestação - Sem receber salário desde dezembro, os funcionários da Vasp fizeram ontem mais uma manifestação em frente à sede da empresa, em Congonhas. Manifestações similares têm acontecido praticamente uma vez por semana desde que a empresa parou de voar, no dia 26 de janeiro. "Continuamos sem perspectiva de resolver qualquer coisa em relação à Vasp", afirma a representante da Vasp no Sindicato Nacional dos Aeronautas, Marlene Ruza.
Ontem, a sindicalista esteve no Ministério Público do Trabalho de São Paulo para mais uma audiência relacionada ao não pagamento de salários da parte da empresa. E assim como aconteceu em uma audiência recente em Brasília, a Vasp não compareceu à audiência.