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TAM amplia fatia no mercado com economia melhor e fretamento

Enviado: Qui Fev 17, 2005 07:01
por Anonymous
RIO DE JANEIRO, 16 de fevereiro (Reuters)

A TAM consolidou em janeiro a liderança no mercado doméstico de aviação, atingindo a taxa recorde de 44 por cento de participação.

No mês passado, a ocupação das aeronaves da empresa ficou em 72 por cento, taxa ligeiramente abaixo da média do mercadomas a melhor da história da TAM.

Em vias de cancelar o "code sharing" com a Varig <VAGV4.SA>, acordo que abrange cerca de 60 por cento de seus vôos no mercado doméstico, a TAM <TANC4.SA> atribuiu o resultado à melhora da economia e do poder aquisitivo do brasileiro, que fez o mercado de aviação em geral crescer 12,9 por cento em janeiro no país. Além disso, vôos fretados fizeram a companhia aérea oferecer mais assentos que as rivais.

"A TAM aproveitou os aviões estacionados para atender a boa demanda de janeiro e acabou oferecendo mais assentos que as outras companhias", explicou o analista Carlos Albano, do Unibanco.

Ele avalia que o avanço da TAM no mercado, em que a endividada Varig está em segundo lugar e a novata Gol <GOLL4.SA> em terceiro, não será abalada pelo fim do compartilhamento de vôos.

"No primeiro momento o fim do &apos;code sharing&apos; vai diminuir o resultado das empresas, mas elas vão se adequar ao mercado, oferecendo menos assentos", prevê o analista.

O aumento da fatia da TAM chama a atenção se comparada a janeiro de 2004, quando a companhia possuía 33,8 por cento de participação. Em dezembro de 2004 a empresa já detinha 41 por cento do total de passageiros transportados no país.

A saída da Vasp de cena pouco alterou a divisão entre as principais companhias. A Varig se manteve em segundo lugar, com 30,5 por cento, e a Gol veio em seguida, com 23,25 por cento dos passageiros.

Enviado: Qui Fev 17, 2005 13:00
por arthuramaral_CGR
Existem outras variáveis que a matéria omite que ajudaram nesse resultado:

A saída da VASP (2 A300 e mais de 15 737); A devolução de vários aviões pela VARIG sem a devida reposição; o impedimento por parte do DAC de importação de aeronaves pelas concorrentes BRA e GOL; a existência de F100 estocados e que foram decisivos para cobrir espaços deixados por outras cias. Tudo isso resulta, em certa medida em falta de concorrência, o que eleva os preços e melhora o resultado contábil das cias.