Polemica (opiniões): nome para "velha Varig".
Enviado: Qua Jun 13, 2007 16:41
Pessoal, vamos exercitar e, aprender um pouco com cada um, pelo conhecimento e sugestões.
Vejam bem: a Varig, além do seu proprio nome, colecionou outros pela absorção e compra. Como ficaram os direitos, das seguintes empresas: SAVAG, absorvida pela CRUZEIRO DO SUL, que posteriormente foi comprada pela VARIG; a REAL comprada pela Varig: a PANAIR absorvida (ao que nos parece aviões e rotas somente), e finalmente compra da RIOSUL e NORDESTE. Fica a questão: Novo nome ou ressuscitar??? Eis a questão...ser ou não ser!
Edu
Abaixo um, pouco da história da SAVAG (Sociedade Anonima Viação Aérea Gaúcha).
Fonte:http://bomdiacomunidade.com.br/index.ph ... odigo=2910
Pode se visualizar, a logomarca da empresa e aviões à época.
Ecos do Passado
Entre seus inúmeros pioneirismos, a cidade do Rio Grande pode se orgulhar de ter participado do início da aviação comercial no Brasil, quando, em 1927, foi implantada a primeira linha aérea do Rio Grande do Sul. O hidro-avião bimotor “Atlântico”, de prefixo alemão D-1012, da Companhia Condor Syndikat, Berlim, em novembro de 1926 decolou de Buenos Aires, passou por Montevidéu e aqui chegou, tornando Rio Grande a primeira cidade do Brasil a receber uma aeronave comercial para o transporte de passageiros e cargas. Foi o primeiro passo para a criação da Varig, que ocorreu no ano seguinte. O “Atlântico”, depois de realizar muitos vôos para a Varig, foi desativado em 1932 e vendido como sucata.
Na década de 40, a Varig resolve suspender seus vôos para Rio Grande, obrigando nossos passageiros a embarcar em Pelotas, enfrentando as dificuldades de uma estrada de péssimas condições, ainda sem pavimentação. Ao tomar conhecimento deste fato, um rio-grandino que atuava no ramo da aviação no Rio de Janeiro, preocupou-se e resolveu fundar uma empresa aérea em sua terra natal. Era o Comandante Gustavo Ernesto de Carvalho Cramer, experiente piloto da Panair do Brasil.
Em 1946, reunindo alguns capitalistas, Cramer fundou a Sociedade Anônima Viação Aérea Gaúcha – a SAVAG. Dos três aviões Lockheed Lodestar adquiridos da Panair, de prefixos PP-SAA, PP-SAB e PP-SAC, o primeiro, batizado de “Cidade de São Pedro do Rio Grande”, foi recebido festivamente em 10 de janeiro de 1947, iniciando, assim, as viagens entre Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre. Em seguida, vieram os aparelhos de prefixos PP-SAB (“Cidade de Pelotas”) e PP-SAC (“Cidade de Bagé”). Autorizada a funcionar em 2 de janeiro de 1947, a SAVAG cresceu e chegou a atender cerca de 15 cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Mais tarde, adquiriu um Douglas DC-3, batizado com o nome de “Erechim”.
Gustavo Cramer nasceu aqui no Rio Grande em 11 de junho de 1911. Foi atleta do Clube de Regatas Rio Grande na natação e no remo e goleiro do S.C. Rio Grande, do qual seu pai foi um dos fundadores. Após atuar em outras funções ainda na juventude, dedicou-se à aviação, sendo brevetado pelo Aeroclube do Rio Grande, onde chegou a instrutor de vôo, daí galgando todos os escalões da aviação comercial, culminando com a fundação da SAVAG. Morreu tragicamente em 30 de julho de 1950, pilotando o “Cidade do Rio Grande”, numa viagem especial para São Borja, transportando políticos do PTB que visitariam Getúlio Vargas em uma de suas estâncias. Em meio a intenso nevoeiro, o Lodestar chocou-se com o morro Cortellini, próximo a São Francisco de Assis, vindo a falecer, além do Comandante Cramer, todos os demais tripulantes e passageiros, entre os quais o senador Salgado Filho, que foi o nosso primeiro ministro da Aeronáutica.
Três dias depois da tragédia, por ocasião do sepultamento de Cramer e dos demais rio-grandinos falecidos no acidente, o Executivo dava a denominação de “Comandante Cramer” ao recém-inaugurado aeroporto municipal, através do Decreto nº 832, de 2 de agosto de 1950, assinado pelo prefeito Miguel de Castro Moreira. No entanto, parece não ter sido reconhecida, até hoje, pelas autoridades aeroviárias, a decisão da Prefeitura. O aeroporto de Bagé, este sim, é oficialmente reconhecido pelo DAC como “Aeroporto Gustavo Cramer”.
É pena! Nosso herói parece ter sido esquecido pelas autoridades que lidam com a aviação comercial e pela cidade que o viu nascer e da qual ele tanto se orgulhava, a ponto de aqui concretizar seu sonho. O sonho de voar com a sua SAVAG.
Vejam bem: a Varig, além do seu proprio nome, colecionou outros pela absorção e compra. Como ficaram os direitos, das seguintes empresas: SAVAG, absorvida pela CRUZEIRO DO SUL, que posteriormente foi comprada pela VARIG; a REAL comprada pela Varig: a PANAIR absorvida (ao que nos parece aviões e rotas somente), e finalmente compra da RIOSUL e NORDESTE. Fica a questão: Novo nome ou ressuscitar??? Eis a questão...ser ou não ser!
Edu
Abaixo um, pouco da história da SAVAG (Sociedade Anonima Viação Aérea Gaúcha).
Fonte:http://bomdiacomunidade.com.br/index.ph ... odigo=2910
Pode se visualizar, a logomarca da empresa e aviões à época.
Ecos do Passado
Entre seus inúmeros pioneirismos, a cidade do Rio Grande pode se orgulhar de ter participado do início da aviação comercial no Brasil, quando, em 1927, foi implantada a primeira linha aérea do Rio Grande do Sul. O hidro-avião bimotor “Atlântico”, de prefixo alemão D-1012, da Companhia Condor Syndikat, Berlim, em novembro de 1926 decolou de Buenos Aires, passou por Montevidéu e aqui chegou, tornando Rio Grande a primeira cidade do Brasil a receber uma aeronave comercial para o transporte de passageiros e cargas. Foi o primeiro passo para a criação da Varig, que ocorreu no ano seguinte. O “Atlântico”, depois de realizar muitos vôos para a Varig, foi desativado em 1932 e vendido como sucata.
Na década de 40, a Varig resolve suspender seus vôos para Rio Grande, obrigando nossos passageiros a embarcar em Pelotas, enfrentando as dificuldades de uma estrada de péssimas condições, ainda sem pavimentação. Ao tomar conhecimento deste fato, um rio-grandino que atuava no ramo da aviação no Rio de Janeiro, preocupou-se e resolveu fundar uma empresa aérea em sua terra natal. Era o Comandante Gustavo Ernesto de Carvalho Cramer, experiente piloto da Panair do Brasil.
Em 1946, reunindo alguns capitalistas, Cramer fundou a Sociedade Anônima Viação Aérea Gaúcha – a SAVAG. Dos três aviões Lockheed Lodestar adquiridos da Panair, de prefixos PP-SAA, PP-SAB e PP-SAC, o primeiro, batizado de “Cidade de São Pedro do Rio Grande”, foi recebido festivamente em 10 de janeiro de 1947, iniciando, assim, as viagens entre Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre. Em seguida, vieram os aparelhos de prefixos PP-SAB (“Cidade de Pelotas”) e PP-SAC (“Cidade de Bagé”). Autorizada a funcionar em 2 de janeiro de 1947, a SAVAG cresceu e chegou a atender cerca de 15 cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Mais tarde, adquiriu um Douglas DC-3, batizado com o nome de “Erechim”.
Gustavo Cramer nasceu aqui no Rio Grande em 11 de junho de 1911. Foi atleta do Clube de Regatas Rio Grande na natação e no remo e goleiro do S.C. Rio Grande, do qual seu pai foi um dos fundadores. Após atuar em outras funções ainda na juventude, dedicou-se à aviação, sendo brevetado pelo Aeroclube do Rio Grande, onde chegou a instrutor de vôo, daí galgando todos os escalões da aviação comercial, culminando com a fundação da SAVAG. Morreu tragicamente em 30 de julho de 1950, pilotando o “Cidade do Rio Grande”, numa viagem especial para São Borja, transportando políticos do PTB que visitariam Getúlio Vargas em uma de suas estâncias. Em meio a intenso nevoeiro, o Lodestar chocou-se com o morro Cortellini, próximo a São Francisco de Assis, vindo a falecer, além do Comandante Cramer, todos os demais tripulantes e passageiros, entre os quais o senador Salgado Filho, que foi o nosso primeiro ministro da Aeronáutica.
Três dias depois da tragédia, por ocasião do sepultamento de Cramer e dos demais rio-grandinos falecidos no acidente, o Executivo dava a denominação de “Comandante Cramer” ao recém-inaugurado aeroporto municipal, através do Decreto nº 832, de 2 de agosto de 1950, assinado pelo prefeito Miguel de Castro Moreira. No entanto, parece não ter sido reconhecida, até hoje, pelas autoridades aeroviárias, a decisão da Prefeitura. O aeroporto de Bagé, este sim, é oficialmente reconhecido pelo DAC como “Aeroporto Gustavo Cramer”.
É pena! Nosso herói parece ter sido esquecido pelas autoridades que lidam com a aviação comercial e pela cidade que o viu nascer e da qual ele tanto se orgulhava, a ponto de aqui concretizar seu sonho. O sonho de voar com a sua SAVAG.