Take Off - British Airways corta Branson do cinema a bordo
Enviado: Ter Abr 24, 2007 08:56
Jornal do Brasil
Take Off - British Airways corta Branson do cinema a bordo
Postado por: marceloambrosio
LONDRES, 24 DE ABRIL - Quando a concorrência é pesada, todas as armas valem para derrubar o oponente. No cinema de bordo da British Airways, o filme "Casino Royale", com o novo James Bond, teve uma cena suprimida à revelia dos diretores e produtores. Trata-se de uma ponta rápida, rodada no aeroporto de Miami, na qual Sir Richard Branson, dono da Virgin Atlantic, maior rival da empresa aérea estatal britânica, aparece passando por um detetor de metais.
A censura não pára por aí. Quem viaja na BA também não vê a cauda de um jato da Virgin passando ao fundo, noutra cena de aeroporto. O emblema foi escurecido com o uso de computação gráfica. "Nós assistimos todos os filmes antes de jogá-los na programação das nossas aeronaves de forma a poder controlar o conteúdo que exibem", confirmou um porta voz da BA, pedindo anonimato. Branson aparecia no filme como uma espécie de permuta. Em troca de ceder um jato para ser usado no filme, aparecia em uma cena rápida - para quem não sabe ele é o principal garoto propaganda da Virgin.
Paul Charles, assessor da Virgin, chamou o corte de "vergonhoso". Retrucou dizendo ainda que a empresa não suprimiu trechos de outro filme de James Bond, "Die Another Day", no qual eram os jatos da British a luzir nas cenas de aeroportos, quando estes entraram na programação oferecida aos passageiros. "Não é política da empresa fazer esse tipo de coisa", disse. "Queremos que os nossos clientes vejam o filme inteiro, como foi feito".
Por trás da rusga está uma briga mais séria. A BA foi denunciada às autoridades britânicas e americanas no ano passado - e investigações foram abertas em função disso - por práticas comerciais ilegais, como a cobrança de taxas extras a passageiros pelo gasto de combustível, entre outras.
Take Off - British Airways corta Branson do cinema a bordo
Postado por: marceloambrosio
LONDRES, 24 DE ABRIL - Quando a concorrência é pesada, todas as armas valem para derrubar o oponente. No cinema de bordo da British Airways, o filme "Casino Royale", com o novo James Bond, teve uma cena suprimida à revelia dos diretores e produtores. Trata-se de uma ponta rápida, rodada no aeroporto de Miami, na qual Sir Richard Branson, dono da Virgin Atlantic, maior rival da empresa aérea estatal britânica, aparece passando por um detetor de metais.
A censura não pára por aí. Quem viaja na BA também não vê a cauda de um jato da Virgin passando ao fundo, noutra cena de aeroporto. O emblema foi escurecido com o uso de computação gráfica. "Nós assistimos todos os filmes antes de jogá-los na programação das nossas aeronaves de forma a poder controlar o conteúdo que exibem", confirmou um porta voz da BA, pedindo anonimato. Branson aparecia no filme como uma espécie de permuta. Em troca de ceder um jato para ser usado no filme, aparecia em uma cena rápida - para quem não sabe ele é o principal garoto propaganda da Virgin.
Paul Charles, assessor da Virgin, chamou o corte de "vergonhoso". Retrucou dizendo ainda que a empresa não suprimiu trechos de outro filme de James Bond, "Die Another Day", no qual eram os jatos da British a luzir nas cenas de aeroportos, quando estes entraram na programação oferecida aos passageiros. "Não é política da empresa fazer esse tipo de coisa", disse. "Queremos que os nossos clientes vejam o filme inteiro, como foi feito".
Por trás da rusga está uma briga mais séria. A BA foi denunciada às autoridades britânicas e americanas no ano passado - e investigações foram abertas em função disso - por práticas comerciais ilegais, como a cobrança de taxas extras a passageiros pelo gasto de combustível, entre outras.