O serviço da TAP no Aeroporto de Faro

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Marcelo Areias
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O serviço da TAP no Aeroporto de Faro

Mensagem por Marcelo Areias »

O serviço da TAP no Aeroporto de Faro
Jornal do Algarve

Paulo Gordinho* - O serviço de ligações que a maior companhia aérea, a TAP, presta ao aeroporto de Faro e ao Algarve é pobre para não dizer paupérrimo. Com efeito apesar do aeroporto de Faro possuir um movimento anual de cerca de 6 milhões de passageiros, sendo o 2.º maior em Portugal, neste segmento, a TAP apenas possui 5 ligações regulares (4 no Inverno) diárias (4 para Lisboa e 1 para Londres). Com excepção da ligação a Londres, a opção é clara, todos os restantes passageiros que circulem em trânsito tendo como destino o Algarve, têm que fazer transbordo em Lisboa. Assim sendo a grande maioria de passageiros que vêm do aeroporto de Lisboa não embarcaram em Lisboa mas vêm de origens bem diversas, especialmente da Europa, da América Latina (Brasil e Venezuela) e da América do Norte. A procura de passageiros destas paragens é tão significativa que já se justificava plenamente a criação por parte de companhia aérea portuguesa de outras ligações directas a partir de Faro, nomeadamente, com a Europa Central e do Norte (Inglaterra, França, Holanda, Alemanha, Suíça, Bélgica, Suécia, etc), com o Brasil (especialmente Nordeste Brasileiro), com os EUA e Canadá. A pertinência é tanto maior no caso do Brasil, numa altura, em que foi acordado entre as autoridades aeronáuticas dos dois países, aumentar o número de autorizações de frequências regulares semanais de 18 para 62. Neste momento, já estavam autorizadas, provisoriamente, 40 ligações regulares semanais, entre os dois países, com partidas e chegadas de Lisboa e Porto. Agora estão a ser programadas mais 7 ligações regulares semanais (6 do Porto e 1 de Lisboa). E para o Algarve? Nada. A extensa comunidade brasileira residente na região, bem como os turistas que procuram a região e o Brasil para férias já justificavam pelo menos 1 ou 2 ligações regulares semanais a partir de Faro. Alias, é visível um grande número de passageiros de e para o Brasil (especialmente Nordeste brasileiro), que vêm nos voos da TAP (de Lisboa). As consequências da ausência destas ligações são visíveis, quer no serviço que a TAP presta, quer nos resultados financeiros da companhia, quer na economia da região e do próprio aeroporto de Faro. Por um lado, os serviços prestados pela TAP e pelo serviço de handlanding (agora denominado Ground Force) saem fortemente prejudicados. É frequente (para não normal) o transvio de bagagens, que provoca naturalmente grande desconforto e desagrado dos passageiros. Por outro lado, são comuns os atrasos das ligações, o que provoca períodos prolongados de espera no Aeroporto de Lisboa. Por outro lado, os custos operacionais de hanlanding aumentam consideravelmente (especialmente em Lisboa) com reflexos directos no custo das passagens aéreas. Por outro lado, proporciona-se, deste modo, um espaço de acção para outras companhias aéreas estrangeiras. Hoje em dia, já existem várias ligações diárias regulares ou semi-regulares efectuadas por companhias estrangeiras, entre Faro e países como: Espanha, Bélgica, Holanda, Alemanha, Noruega, Inglaterra, Suécia, Canadá e até Rússia, entre outros. A TAP, o aeroporto de Faro, o Algarve e o país, têm todo o interesse que essas ligações sejam efectuadas pela companhia portuguesa, utilizando o aeroporto de Faro, pois além de constituírem uma bandeira lusitana, está mais que provado, que na era das ligações aéreas facilitadas e de baixo custo, o motor que desenvolve e promove fortemente o turismo é a existência de ligações aéreas directas com os mercados de origem turística. *Licenciado em Gestão de Empresas
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Marcelo Areias
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