04/04/2006 - 18h18
Proposta de compra da Varig prevê demissão de 5.100
CLARICE SPITZ
da Folha Online, no Rio
A VarigLog apresentou na tarde desta terça-feira a credores uma proposta para assumir o controle da Varig que prevê uma drástica redução dos custos da companhia aérea.
Segundo credores presentes à reunião, o número de funcionários da empresa cairia para menos da metade, passando dos atuais 10.000 para cerca de 4.900 --entre pilotos, comissários e pessoal em terra.
A frota da Varig também encolheria de aproximadamente 70 aeronaves para 48 aviões, que pertenceriam a uma mesma família.
Dos US$ 350 milhões que foram oferecidos pela VarigLog para a compra da Varig, ao menos US$ 50 milhões serviriam para arcar com as rescisões contratuais.
A proposta foi duramente criticada por representantes de trabalhadores e pelo Aerus (fundo de pensão dos funcionários das companhias aéreas) após a reunião.
'Não vejo vantagem nenhuma. Se não ficam 50% dos postos de trabalho, o que essa proposta tem de atrativo', questiona Selma Balbino, presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários.
O vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Gelson Fochesato, disse enxergar 'oportunismo' da ex-subsidiária. 'A grande perda de vagas não vale a pena', afirma.
Pela proposta apresentada aos credores, haveria a criação de uma 'nova Varig', que seria controlada pela VarigLog enquanto que a "velha Varig" permaneceria com as dívidas.
O presidente do Aerus, Odilon Junqueira, afirmou que a proposta gera inquietação. 'A direção do Aerus não pode aprovar um plano que é absolutamente prejudicial. A proposta da VarigLog não deve ser aceita', disse.
Procurada, a VarigLog não quis detalhar o plano apresentado nem comentar as críticas feitas por sindicatos e credores.
No começo deste ano, a VarigLog, ex-subsidiárias de cargas da Varig, foi vendida à Volo do Brasil, formada pelo fundo norte-americano Matlin Patterson e por investidores nacionais.
Segundo a assessoria de imprensa da VarigLog, o acionista controlador da empresa é o empresário brasileiro Marco Antonio Audi, dono de empresas do setor químico e de helicópteros.
O fundo Matlin Patterson novamente deve injetar recursos se a compra da Varig for concretizada, uma vez que a proposta foi apresentada hoje por um de seus executivos, o investidor Lap Chan.
Pela legislação brasileira, no entanto, estrangeiros só podem deter até 20% do capital de empresas aéreas nacionais.
Proposta de compra da Varig prevê demissão de 5.100
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- arthuramaral_CGR
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Tbm achei isso muito estranho...RockboyDF escreveu:Que estranho!
Como pode ter uma única família de aeronaves sem abandonar o doméstico ou o internacional?
E, afinal, qual seria essa família? Se for 737 abandona-se a internacional...777 não deve ser pq nem tem aeronave disponível para isso...MD11 tá programado para sair vários...757 seriam só 6 (já com os dois previstos para maio)...767 já se foram quase todos...
O plano de recuperação parece que prevê 3 famílias...
Vou colocar aqui, o que li ontem no Diário do Comércio: "..... prevê 8.000 demissões...."; por mais que se especulem, os números apresentados na reportagem acima, confirma a informação do DC. Pois sabemos que a Varig tem bem mais que os 10.000 funcionários (9.300 tem a TAM).
Onde concluo que à respeito de números, faz sentido a informa ção do DC.
SDS!
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05/04/2006 - 11h21
Varig descarta parar vôos, mas admite caixa "limitado"
CLARICE SPITZ
da Folha Online, no Rio
O presidente da Varig, Marcelo Bottini, descartou a paralisação das operações da companhia aérea, mas admitiu que sua situação de caixa é "limitada".
Segundo reportagem publicada hoje pelo jornal Folha de S.Paulo, o próprio Bottini enviou um e-mail para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em que solicitiva uma audiência de emergência e afirmava que a empresa poderia parar "nas próximas horas".
Hoje, na assembléia de credores da Varig, Bottini disse ter solicitado a audiência com Lula para detalhar a situação da empresa, mas esse encontro não ocorreu ainda.
Ele afirmou que a Varig tem "pressa" para que qualquer proposta de compra da companhia aérea seja analisada, uma vez que a empresa tem poucos recursos em caixa para pagar fornecedores.
A VarigLog, ex-subsidiária de transporte de cargas da Varig, apresentou nesta semana proposta de compra da ex-controladora que prevê uma injeção de US$ 350 milhões para manter a companhia voando.
Segundo credores, no entanto, a proposta também prevê o corte de cerca de 5.000 funcionários e a devolução de mais de 20 aeronaves, o que desagradou os sindicatos.
Além disso, a oferta da VarigLog prevê a separação das Varig em duas. A "nova Varig" ficaria com os ativos e teria condições de se recuperar da crise financeira. A "velha Varig" ficaria com as dívidas dos credores, que chegam a R$ 7 bilhões.
Os credores não gostaram inicialmente da proposta porque teriam uma pequena participação de 5% na "nova Varig" --acham isso pouco para receber todo dinheiro emprestado de volta.
Ao comentar a proposta da VarigLog, Bottini disse: "Eu aprovo qualquer proposta que seja um investimento na Varig que possa apresentar a ela solução de continuidade. A proposta é bastante complexa."
"Há espaço para negociação. (...) Em todas as negociações que nós participamos, ela começa de uma maneira e depois vai se aperfeiçoando", completou.
O presidente da Varig disse também que a empresa encaminhou um pedido à Infraero (que administra aeroportos), à BR Distribuidora (que fornece combustíveis) e aos principais fornecedores em que pede uma linha de crédito até o segundo semestre.
A assembléia da Varig começou nesta manhã, mas a proposta de compra da VarigLog ainda não foi analisada.
Varig descarta parar vôos, mas admite caixa "limitado"
CLARICE SPITZ
da Folha Online, no Rio
O presidente da Varig, Marcelo Bottini, descartou a paralisação das operações da companhia aérea, mas admitiu que sua situação de caixa é "limitada".
Segundo reportagem publicada hoje pelo jornal Folha de S.Paulo, o próprio Bottini enviou um e-mail para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em que solicitiva uma audiência de emergência e afirmava que a empresa poderia parar "nas próximas horas".
Hoje, na assembléia de credores da Varig, Bottini disse ter solicitado a audiência com Lula para detalhar a situação da empresa, mas esse encontro não ocorreu ainda.
Ele afirmou que a Varig tem "pressa" para que qualquer proposta de compra da companhia aérea seja analisada, uma vez que a empresa tem poucos recursos em caixa para pagar fornecedores.
A VarigLog, ex-subsidiária de transporte de cargas da Varig, apresentou nesta semana proposta de compra da ex-controladora que prevê uma injeção de US$ 350 milhões para manter a companhia voando.
Segundo credores, no entanto, a proposta também prevê o corte de cerca de 5.000 funcionários e a devolução de mais de 20 aeronaves, o que desagradou os sindicatos.
Além disso, a oferta da VarigLog prevê a separação das Varig em duas. A "nova Varig" ficaria com os ativos e teria condições de se recuperar da crise financeira. A "velha Varig" ficaria com as dívidas dos credores, que chegam a R$ 7 bilhões.
Os credores não gostaram inicialmente da proposta porque teriam uma pequena participação de 5% na "nova Varig" --acham isso pouco para receber todo dinheiro emprestado de volta.
Ao comentar a proposta da VarigLog, Bottini disse: "Eu aprovo qualquer proposta que seja um investimento na Varig que possa apresentar a ela solução de continuidade. A proposta é bastante complexa."
"Há espaço para negociação. (...) Em todas as negociações que nós participamos, ela começa de uma maneira e depois vai se aperfeiçoando", completou.
O presidente da Varig disse também que a empresa encaminhou um pedido à Infraero (que administra aeroportos), à BR Distribuidora (que fornece combustíveis) e aos principais fornecedores em que pede uma linha de crédito até o segundo semestre.
A assembléia da Varig começou nesta manhã, mas a proposta de compra da VarigLog ainda não foi analisada.



