A 42 anos a Cruzeiro do Sul foi comprada pela Fundação Rubem Berta e passou a operar junto com a Varig. Anos depois, em torno de 1997 desaparecia a pintura da Cruzeiro que era utilizada ainda nos seus Boeing 737.
A fusão Vasp-Cruzeiro era dada como certa, mas os militares ficaram preocupados com o poder que São Paulo teria na aviação comercial e preferiram a Varig, que também estava disposta a pagar mais que a VP.
Para a Varig, a Cruzeiro era importante por manter os acordos bilaterais e ter sempre dois votos a favor nas reuniões com o DAC. Mas no dia-a-dia era uma empresa só, com padronização de procedimentos, escalas, aeronaves, serviço, etc. A abertura de mercado do Collor significava que não precisava de mais da Cruzeiro e assim ela foi extinta judicialmente em 01/01/1993.
E a Cruzeiro do Sul Táxi Aéreo? Ensaiou operar com o EMB-120 anos atrás, mas voltou atrás. Ela está operacional?
Por falar em fusão, por volta de 1965/66 foi sondada a hipótese Varig-Vasp (a última não estava muito bem economicamente...), porém Rubem Berta somente concordaria se a estatal fosse antes privatizada. O que ocorreu em 1990, sem a fusão outrora pensada.
Editado pela última vez por Maurício em Ter Mai 23, 2017 17:55, em um total de 1 vez.
" Uma vez que você tenha experimentado voar, você andará pela terra com seus olhos voltados para o céu, pois lá você esteve e para lá desejará voltar." (Leonardo da Vinci)
E também, em 1972 cogitou-se a fusão Vasp-Sadia que não foi para frente. Pelo visto, a Vasp era a "noiva cobiçada" nos anos 60/70!..
" Uma vez que você tenha experimentado voar, você andará pela terra com seus olhos voltados para o céu, pois lá você esteve e para lá desejará voltar." (Leonardo da Vinci)
Complementando sobre a Vasp: nos meses seguintes ao fim operacional da Panair do Brasil, o então governador de São Paulo, Sr. Adhemar de Barros, tentou junto ao governo militar, que a Vasp tivesse concessão das linhas do cone sul da finada de modo a ter suas primeiras ligações internacionais regulares. Não conseguiu. Se não me engano, isso ocorreu somente em 1983 nos fretamentos para Aruba via MAO.
" Uma vez que você tenha experimentado voar, você andará pela terra com seus olhos voltados para o céu, pois lá você esteve e para lá desejará voltar." (Leonardo da Vinci)
Maurício,
Não conhecia este acordo entre RG e VP nos anos 1960, sei que na década de 50 elas tinham acordos de cooperação, tipo a VP ficava mais focada em SP, MG, MS e norte do PR, enquanto a Varig no Sul e na costa.
Do caso da PB eu li uma reportagem em que o presidente da Vasp (Paulo Tognini?) falava para ter as linhas internacionais ou então os militares fechassem a empresa! Coitado, nem sabia do conluio da época. Chegou até dizer que repassaria a Vasp para o Banespa.
Marcelo,
Bem lembrado, as rotas do Prata não eram dominadas pela RG, acho que só tinha um diário GIG-EZE de 707, que dividia para SCL (5x) e MVD (2x).
Dizem que a manutenção da SC era melhor que a RG. Não sei se é verdade, se fosse deveria ser mínima, visto que tinham as origens semelhantes.
E pensar que a SC tinha a "faca e o queijo" na mão quando recebeu as concessões para os EUA, no fim isso pavimentou o crescimento da RG.
Pena que la Vasp no consiguió esas rutas internacionales después de la desaparición de la Panair... En esa época VP podría haber volado a Argentina, Uruguay, Paraguay y Chile. Infelizmente no consiguió